Aventura e nostalgia no novo Indiana Jones

Hugo Bernardo
Da equipe Aspas


Harrison Ford de volta ao papel de Indiana Jones

“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, quarto título da série de Steven Spielberg, finalmente chegou às telonas. A primeira exibição aconteceu no Grand Théâtre Lumière, na França, durante o Festival de Cannes e o filme estreou no Brasil dia 22 de maio. Muita gente achou que o projeto seria engavetado depois que o produtor George Lucas recusou o roteiro de Frank Darabont, em 2004.

Na ocasião da primeira grande exibição de “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, em Cannes, muitas pessoas ficaram de fora. A lotação rápida é um indício lógico da ansiedade dos cinéfilos em geral. O jornalista, cineasta e crítico Kleber Mendonça Filho, que está cobrindo o evento pelo Jornal do Commercio (JC), em seu blog, comenta a nostalgia que permeia acompanhar um “Indiana” com mais milhas na quilometragem. “Não há cena alguma nesse filme que chegue aos pés de qualquer uma das cenas memoráveis de ‘Caçadores da Arca Perdida’ ou da abertura de “Templo da Perdição”, comenta Kleber, “mas fica pelo menos a aura de uma grande aventura”.

“Indiana Jones” é uma série cinematográfica que, nos anos 1980, angariou uma legião de fãs. Sua música tema, composta por John Williams, é uma daquelas que dificilmente saem da cabeça dos cinéfilos mais fervorosos. Mas, talvez, a principal recordação que as pessoas têm do filme seja mesmo Harrison Ford (o Indiana Jones do título) sacudindo seu chicote contra os nazistas (o primeiro filme, “Caçadores da Arca Perdida”, se passa em 1936, quando a Alemanha ainda era dominada pelo regime totalitário), com seu chapéu de cowboy e atitude de teimoso.

Quando um quarto título para a “franquia” foi anunciado, 19 anos depois de “Indiana Jones e A Última Cruzada”, muitos “torceram o nariz”. As razões eram as mais diversas: Harrison Ford está bem mais velho (ele tem 65 anos), não é bom negócio mexer num ícone do imaginário das pessoas que conheceram Indiana nos anos 1980, e por aí vai. Mas o cineasta Steven Spielberg, que também dirigiu os outros três, “bateu o pé” e, com o texto de George Lucas (roteirista de todos os “Guerra nas Estrelas”), filmou a nova aventura. Pela reação da crítica, Spielberg fez bem.

Trailer do filme

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