15 razões para implantar a Avaliação 360º

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Alinhar as competências de cada funcionário com o planejamento da empresa é a metodologia administrativa mais atual e funcional, já que somente desta maneira, é possível utilizar ao máximo o potencial de cada colaborador e do ferramental (máquinas, sistemas, metodologias) da própria companhia. E o primeiro passo para isso é a definição das habilidades, que tanto patrão quanto empregado buscarão desenvolver, e avaliar como elas estão presentes dentro da corporação. E, a partir disto, planejar para o aperfeiçoamento contínuo destas competências.

Únicas são as competências que cada companhia deseja, pois únicos são os ramos de atuação, os recursos, as metas etc. Portanto, cada avaliação deve também ser singular. Em seu desenho, deve-se buscar mensurar como estes conceitos estão presentes nas práticas diárias da empresa. Para isso, a Avaliação 360º é o processo ideal.

Avaliar o desempenho dos colaboradores não é uma tarefa fácil, afinal a maioria das pessoas considera que essa ação desencadeará uma sequência de fatos negativos como, por exemplo, retaliação por determinada atitude que ele tomou, entre outros receios. Dentre os processos utilizados pelas organizações encontra-se a Avaliação 360º – método realizado de forma circular por todas as pessoas que interagem com o avaliado como, por exemplo: líder, colegas, subordinados, clientes internos e externos.

Feedback, sinônimo de planejamento

O importante de qualquer avaliação é traçar as linhas futuras de atuação dos empregados e chefia. O departamento de recursos humanos deve auxiliar os funcionários a elaborar um Plano de Desenvolvimento, incluindo cursos e treinamentos que objetivarão aperfeiçoar no colaborador as competências que a empresa considera como fundamentais.

A Avaliação 360º deve ser conduzida com freqüência, para que se possa mensurar a performance do profissional antes e depois do Plano de Desenvolvimento e o investimento que ele recebeu. Além disto, este desempenho pode servir como índice para remuneração variável (bônus, participação em resultados etc).Abaixo seguem alguns benefícios gerados por essa metodologia.

1 - Identificação de competências comportamentais como, por exemplo, espírito para trabalho em equipe, foco no cliente, equilíbrio emocional, relações interpessoais, entre outras.

2 – Oportunidade de identificar pontos fortes e fracos que precisam ser melhorados na performance dos profissionais.

3 – Fortalecimento da integração entre os membros de uma equipe.

4 - Valorização do processo de feedback junto a todos os colaboradores que atuam na empresa.

5 - Conscientização do colaborador sobre a importância de conhecer como as pessoas que interagem com ele estão “vendo” o trabalho que ele desenvolve. Isso leva o profissional a fazer uma auto-avaliação das suas ações diante da empresa e dos seus pares.

6 - Esse processo permite à liderança rever forma como atua ajunto à sua equipe e, por sua vez, desenvolver competências que o ajudarão em seu trabalho de gerir pessoas, já que seus subordinados também participam diretamente do processo de avaliação.

7 - Oportunidade da área de Recursos Humanos de identificar o grau de maturidade de todos os profissionais diante de uma avaliação, principalmente para quem se encontra em cargos estratégicos.

8 - Elaboração de um plano de carreira e de desenvolvimento pessoal, o que permite ascensão profissional na companhia.

9 – Diagnóstico geral do desempenho dos membros de uma equipe, visto que todos participam do processo.

10 - Sentimento de democracia, uma vez que todos podem manifestar suas opiniões e a avaliação não corre o risco de se tornar um processo que ocorre de forma vertical, ou seja, de cima para baixo.

11 - Valorização do profissional, pois ele passa a ver que a empresa preocupa-se com seu desempenho e deseja melhorar seu potencial.

12 - Permite otimizar a produtividade e orientar o desempenho dos profissionais, para o alcance ou a superação de metas focadas no negócio da empresa.

13 - Adaptabilidade às mudanças organizacionais.

14 - Estímulo ao comprometimento dos colaboradores com os valores organizacionais.

15 - Canal para subsidiar a implementação de sistemas de remuneração variável e de promoções.

Desafio Sebrae 2010 – As inscrições seguem até 15 de abril e podem ser feitas pelo site do jogo.

Até o dia 15 de abril, o Sebrae inscreve para o Desafio Sebrae (http://www.desafio.sebrae.com.br/) – jogo virtual voltado para estudantes universitários, que simula o contexto empresarial nas atividades propostas. A principal novidade deste ano é que as etapas presenciais da competição, que já chega à 11ª edição, serão realizadas em Pernambuco. Em 2010, os participantes irão administrar uma fábrica de instrumentos musicais, em equipes com no mínimo três e no máximo cinco integrantes.

Nas três primeiras fases do Desafio Sebrae, os estudantes administram a fábrica em um ambiente virtual em 3D, com imagens realistas, vistas sob a ótica do jogador. Os participantes atuam em áreas de trabalho semelhantes à da “vida real”, com recepção, desenvolvimento de produtos, gestão da produção, recursos humanos, design, sala de reunião da diretoria e oficina. Além da divisão em áreas funcionais, outros detalhes reforçam a caracterização de um trabalho real, como a utilização de mesas personalizadas, de acordo com o perfil do profissional.

As outras duas fases – semifinal e final – são presenciais e acontecem no 2º semestre deste ano, em Pernambuco. Para a coordenadora do Prêmio Desafio Sebrae no Estado, Ana Nasi, isso representa a consolidação do projeto na região, além de ser uma oportunidade de trazer estudantes de diferentes culturas, unidos pelo objetivo comum de manter uma empresa “viva” no mercado, mesmo que virtualmente. A equipe vencedora do Desafio Sebrae no Brasil ainda participa da etapa internacional, contra os representantes da Argentina, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Uruguai e Chile.

JOGO - Organizado pelo Sebrae em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), o Desafio Sebrae é um jogo de empresas voltado para estudantes de todo o Brasil que estejam cursando o ensino superior e é uma oportunidade para que jovens entrem em contato com o ambiente e a dinâmica empreendedora, através de um software exclusivo. Os participantes ainda concorrem a prêmios como notebooks e uma viagem internacional para conhecer um centro de referência mundial em empreendedorismo.

15 indicadores de uma equipe desmotivada

sem_dinheiroA motivação dos profissionais tem sido considerada a mola propulsora para a sobrevivência das empresas. Contudo, mesmo diante de um mercado extremamente competitivo, é indispensável manter os colaboradores motivados a alcançarem e superarem metas. Mas, nem sempre as organizações estão atentas para o clima e quando reconhecem que tem algo errado, fazendo uma analogia ao histórico trecho da obra “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, que revela a trágica morte de Inês de Castro: “Agora é tarde. Inês é morta”. Por isso, nada mais sensato do que ficar de olhos abertos para identificar se uma equipe apresenta ou não sinais de desmotivação. Com visualizar sinais de baixa motivação.

1 - Constantes conflitos entre os membros da equipe, muitas vezes por motivos banais.

2 - Queda do desempenho dos profissionais. Os resultados individuais, bem como os coletivos não são positivos como antes.

3 – Índice acentuado de rotatividade dos talentos.

4 - Absenteísmo constante e em muitos casos, as faltas dos profissionais não são justificadas.

5 - Falta de comunicação eficaz entre os membros da equipe.

6 - Ambiente pouco amigável, aonde a maioria das pessoas preferem o silêncio.

7 - Relacionamento fragilizado entre líderes-liderados.

8 - Ausência de propostas dos gestores, para o desenvolvimento dos liderados.

9 - Falta de estímulo dos colaboradores para participarem de atividades promovidas pela organização.

10 - Profissionais explicitamente na zona de conforto e contrários aos processos de mudança.

11 - Quando o nome de outra empresa é citado na sala, os profissionais ficam atentos e os olhos “brilham”.

12 - Fortalecimento de boatos, pois valem mais do que as informações repassadas pelos gestores.

13 - Descrédito dos funcionários em relação às ações adotadas pela organização.

14 - Ausência de criatividade nas atividades dos profissionais.

15 - Receio dos colaboradores em apresentarem sugestões inovadoras, porque pensam que não serão levados a sério e tampouco seus talentos reconhecidos.

14 dicas fundamentais para quem tem um negócio em casa

Conheça os detalhes que fazem a diferença

As sugestões abaixo foram obtidas com professores e consultores da FGV, do Ibmec e do Sebrae e a partir do livro 101 Maneiras de Ganhar Dinheiro Trabalhando em Casa, de Dan Ransey. Confira.

1- Antes de começar qualquer negócio, procure conhecer a fundo o ramo em que pretende investir. Analise a concorrência na região, faça cursos, vá a feiras e seminários, pesquise produtos e serviços similares na internet, identifique seus futuros clientes e suas necessidades. E, claro, faça um plano de negócios

2- Fique atento às questões de zoneamento, higiene e saúde, em geral rigorosas para quem atua nas áreas de alimentos e cosméticos. Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza são algumas das cidades do país que têm legislação específica para quem trabalha em casa. Verifique a legislação que rege o zoneamento do bairro onde você mora e veja se há qualquer impedimento para a abertura de empresa em casa

3- Não se esqueça de pedir o alvará de funcionamento na prefeitura de sua cidade

4- Solicite um segundo alvará ao órgão responsável pela vigilância sanitária, caso você pretenda trabalhar com alimentos. A legislação tem regras rígidas: a cozinha, por exemplo, não pode ser a mesma usada por moradores. Precisa ser instalada em área independente, com azulejos até o teto e piso impermeabilizado, entre outros itens

5- Procure instalar uma entrada independente para receber clientes, fornecedores ou mesmo para a entrada de funcionários. Isso dá um ar mais profissional ao negócio. Não há nada pior do que atravessar a sala, onde a criançada está na maior folia ou a família está se alimentando, para chegar ao balcão de uma empresa

6- Concentre suas atividades num único espaço, não invadindo os demais cômodos da casa. Sua família não precisa compartilhar sua rotina profissional. Prepare um espaço (quarto, edícula, garagem) para sediar o novo negócio. Use os mesmos tipos de móveis e equipamentos que adotaria num ponto comercial

7- Planeje com cuidado o espaço da casa que você ocupará para trabalhar, até mesmo adotando tratamento acústico nas paredes, para que sons de atividades domésticas (como crianças, televisão e aparelhos de som) não interfiram em seus telefonemas

 

8- Tenha uma linha telefônica exclusiva para o negócio. Atenda sempre de modo formal e, na sua ausência, prefira a secretária eletrônica à ajuda de familiares para anotar recados. Estude o caso de contratar os serviços de escritórios virtuais. Com eles você pode ou não ter um espaço para trabalhar, pode alugar salas apenas para reuniões e usar diversos serviços, como os de copiadora, motoboy, recebimento de correspondência, atendimento telefônico profissional, etc.

9- Registre um domínio na internet para a criação do site de sua empresa. Para isso você precisa pagar uma taxa de R$ 50 por ano ao órgão responsável pelo registro de domínios. Um site é um ótimo cartão de visita e ajuda a dar credibilidade a um novo negócio. Além disso, ao registrar o domínio, você também recebe um e-mail (voce@suaempresa.com.br), o que dá uma aparência mais profissional aos contatos feitos com clientes e fornecedores

10- Defina horários para o início e o término do expediente. Um pouco de disciplina nos horários não faz mal a ninguém e ajuda na sua qualidade de vida e na de sua família

11- Organize e administre bem seu tempo. Cumpra prazos e compromissos com o cliente. Não é porque você está numa garagem que não precisa ser pontual, ter bom preço e produtos de qualidade

12- Estabeleça regras claras com sua família, para não misturar problemas e situações da vida doméstica com as da empresa. Separe a pessoa física da pessoa jurídica. O caixa da empresa não pode ser confundido com o cofrinho da família

13- Cuide da aparência. Não é porque está trabalhando em casa que pode apresentar-se de chinelo ou de camiseta furada. Vista-se como se fosse ao escritório. A aparência conta pontos preciosos na conquista de respeito e confiança de clientes, fornecedores e empregados

14- Lance mão de terceirizar serviços como: entregas, cópias ou fabricação.

Quem ganha dinheiro hoje com os negócios do futuro

Biotecnologia, nanotecnologia, sustentabilidade, agronegócio e mídias digitais são algumas das grandes tendências de mercado das próximas décadas. Saiba como seis pequenas empresas saíram na frente e faturam milhões com o pioneirismo

Preste atenção nestas histórias:

• Toda vez que a tela de seu computador era invadida por ofertas de produtos e serviços que pouco tinham a ver com a sua realidade, o paulista Douglas Pombo comungava de um duplo sentimento. Por um lado, a irritação, por perder tempo com o que não interessava e, por outro, a vontade de fazer diferente. Formado em ciência da computação, ele criou um programa de gerenciamento de conteúdo capaz de personalizar a comunicação das empresas em três plataformas: celular, internet e TV digital. A novidade, lançada há dois anos, antecipou a convergência das mídias e surpreendeu até mesmo os investidores, acostumados a garimpar propostas inovadoras.

• Os químicos Gustavo Simões, Daniel Minozzi e André Araújo, assim como Pombo, sofreram para convencer a clientela que manipular partículas um bilionésimo de vezes menores do que o metro não era coisa de ficção científica. Pelo contrário, a nanotecnologia diminuiria os custos de produção e melhoraria a performance de objetos do cotidiano se extrapolasse os limites dos laboratórios. A solução antibactericida criada por eles está presente hoje em várias áreas, de eletrodomésticos a instrumentos hospitalares.

• Trabalhar com o que a maioria pensa ser somente fonte de pesquisa também é a paixão do paulista Alexandre Chacon. Disposto a recuperar a vida do planeta, ele colocou bactérias nas tubulações de uma indústria de alimentos. Não se importou de ser chamado de louco. Sua tecnologia, que purifica água e efluentes, ganhou fama internacional. Agora, ele luta para mudar os hábitos dos agricultores, substituindo os tradicionais adubos e defensivos agrícolas por produtos orgânicos, que revitalizam o solo e aumentam a produtividade por hectare.

O que estas histórias têm em comum? Todas giram em torno de negócios muito promissores no futuro, mas que já geram lucros agora. Todas tratam de atividades que emergem numa pesquisa realizada pelo Programa de Estudos do Futuro da Fundação

Instituto de Administração (FIA), da USP, como as áreas de maior crescimento nos próximos 20 anos. O estudo apontou 11 macrotendências que deverão nortear os negócios até o ano de 2020: nanotecnologia, biotecnologia, meio ambiente, tecnologia digital, comunicação virtual, desenvolvimento de novos materiais na área médica, qualidade de vida, alimentos, agronegócio, energia renovável e uso de ativos da flora brasileira. “Essas áreas tendem a crescer movidas por mudanças de comportamento do consumidor, do aumento da expectativa de vida e da urgente necessidade de preservação do planeta. Além disso, haverá muito mais pressão pela busca de alternativas de baixo impacto ambiental”, diz Renata Sers, coordenadora do levantamento. A pesquisa apontou também que a inovação será um fator cada vez mais crítico para a competitividade das empresas, com ênfase no desenvolvimento tecnológico e em novos conhecimentos. Das áreas citadas, Renata dá especial destaque à biotecnologia, nanotecnologia, saúde e medicina. “Será necessário cada vez mais empenho para transformar as novas tecnologias em aplicações rentáveis”, observa Renata. O futuro é sinônimo de convergência na opinião de Guilherme Ary Plonsky, presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). “É a sobreposição de conhecimentos que traz melhores resultados em inovação”, afirma. “A nanotecnologia vai se combinar à biotecnologia, que se combinará à informática, aos estudos da mente e da inteligência e por aí vai.”

Fazer parte do time dos chamados visionários não é tarefa fácil. Em comum, esses empreendores têm alta capacidade de observação, estão sempre estudando o comportamento dos mercados e do consumidor, dominam as tecnologias e têm uma diversificada rede de conexões pessoais. Os especialistas advertem os candidatos, contudo, que se fixar em uma área de franco crescimento não basta. “Os pés devem estar no presente e os olhos no futuro”, afirma Marcos Hashimoto, coordenador do Centro de Empreendedorismo do Ibmec-SP. “De nada adianta uma grande inovação se o mercado não for capaz de assimilá-la ou o consumidor não estiver disposto a pagar por ela”. É necessário, também, ter fôlego financeiro para alimentar a empresa e não se deixar dominar somente pelo entusiasmo. “Para dar continuidade a um negócio de futuro é preciso gerar receita no presente. Um lançamento consolidado no mercado é que deve subsidiar a pesquisa de outro”, alerta Wim Vanhaverbeke, um dos criadores do conceito da inovação aberta.

Especialistas mostram como usar o cartão de crédito de forma inteligente

Usuários podem ganhar milhas e descontos em programas de recompensa.
Bom negócio, porém, está condicionado ao pagamento de 100% da fatura
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O perigo dos juros altos dos cartões de crédito já é bem conhecido de muitos consumidores. Mas, para especialistas, os cartões, quando usados de forma inteligente, podem trazer vantagens, caso o cliente saiba controlar seus gastos e pague a fatura em dia, o que evita o pagamento de juros. 

Muitos cartões de crédito oferecem programas de recompensas em que o cliente ganha pontos que podem ser trocados por milhas, produtos, doações para ONGs, ou descontos em lojas, serviços e na própria anuidade do cartão. 

“Uma vez que você terá certas despesas de qualquer jeito, pode pagar com cartão e ter vantagens”, diz Cláudio Carvajal, consultor de finanças pessoais e professor da Faculdade Módulo. “Mas só se você pagar 100% da fatura na data do vencimento, se não estará fazendo um mau negócio.” 

Para o consultor de finanças pessoais Conrado Navarro, autor do livro “Vamos falar de dinheiro?”, “ao usar o cartão de crédito você vai ter a vantagem de pagar depois pelos gastos e ainda ganhar pontos ou outras vantagens”. 

Mas ele também alerta que as taxas do chamado crédito rotativo do cartão, aplicadas quando o cliente não paga todo o valor da fatura na data de vencimento, podem passar de 12% ao mês. 

“Não é o cartão que é o vilão, é que as pessoas não sabem usar o crédito em geral.” Ele alerta ainda que as promoções de milhas ou outras vantagens podem acabar estimulando um consumo além do planejado.
Navarro diz acreditar que o cartão de crédito também é um instrumento útil no orçamento das famílias. “Você vai fazendo gastos ao longo do mês e programa o pagamento em uma data específica. É ótimo para o planejamento financeiro”, diz ele. 

Para Carvajal, outra vantagem dos cartões de crédito são os parcelamentos sem juros oferecidos por lojas. “Às vezes é interessante dividir em seis, oito vezes sem juros, desde que depois você não se esqueça da parcela”, diz ele. 

Pontos 

Na hora de escolher um cartão de crédito com programa de recompensas, é preciso ficar atento às condições, que variam muito entre os bancos e entre os tipos de cartões. Existem cartões em que o cliente acumula milhas, por exemplo, em que US$ 1 vale um ponto, enquanto em outros cartões o mesmo dólar vale 1,5 ou até 2 pontos. Normalmente, porém, a anuidade fica mais cara à medida que as vantagens do cartão aumentam. 

Os bancos também lançam constantemente novidades nesses programas de recompensas. Sucesso nos Estados Unidos, o chamado “cash back”, em que o cliente recebe de volta, em dinheiro, parte dos gastos feitos no cartão, já existe no Brasil. Segundo estudos do banco Santander, outra tendência nos EUA é a troca de pontos por vouchers ou “gift cards” de lojas como Amazon ou Best Buy, tendência que deve chegar ao Brasil em breve. 

Para Márcio Parizzotto, da área de produtos de cartão de crédito do Bradesco, a tendência é oferecer benefícios mais imediatos para o público de baixa ou média renda. Um dos programas do banco permite resgate dos pontos a cada três meses, com troca por eletroeletrônicos, por exemplo. “Para a alta renda as milhas ainda são as mais procuradas, mas para a baixa e média renda as passagens aéreas têm um apelo menor”, diz ele. 

Outro tipo de cartão de crédito que existe no mercado são os chamados “co-branded”, em que o cliente obtém descontos ou produtos, mas somente em uma determinada marca ou loja. Há cartões de montadoras, livrarias, lojas online e até de seguradoras. Nesses casos, normalmente a acumulação de vantagens é mais rápida, mas mais limitada do que em programas que permitem a troca dos pontos por uma variedade de produtos e serviços. 

Também é preciso ficar atento à validade dos pontos (muitos expiram se não forem trocados por produtos, serviços ou descontos) e a eventuais taxas cobradas na hora de converter os pontos em vantagens.
Para não ter problemas na hora de resgatar os pontos ou milhas, Renata Reis, técnica do Procon de São Paulo, recomenda guardar o contrato e outros documentos sobre a promoção, como folhetos, ofertas na internet etc. Segundo ela, se a operadora do cartão não cumprir o que foi prometido, é possível recorrer ao órgão para exigir o cumprimento da oferta.
Renata explica que quem fica inadimplente com a operadora de cartão de crédito pode perder o direito a resgatar ou acumular pontos nos programas de recompensas. “Isso pode estar previsto em contrato, mas deve ser informado claramente e previamente ao consumidor”, diz ela.

Administração Estratégica

imagemEnquanto ciência, a administração estuda as necessidades sócio-técnicas da organização, seu conjunto de diretrizes, cultura, processos, recursos e capital, possibilitando a realização de seu negócio de forma estruturada, integrada e consolidada.

Na concepção sistêmica, a administração é entendida como um mecanismo estruturador e articulador de processos e recursos empresariais para a consecução dos resultados almejados: geração de bens, lucro e promoção do bem-estar social.

A administração convencional enfoca o presente pela análise dos indicadores de desempenho e resultados dos processos responsáveis pela atual vantagem competitiva, enfim pela sustentação da organização, enquanto que a estratégica visa a vantagem competitiva futura para melhor posicionamente frente à concorrência, pelo desenvolvimento de competências de vanguarda.

Esses conceitos foram registrados no artigo “Administração – Evolução e Conceitos”. Agora daremos mais um passo no sentido de conceituarmos uma disciplina, um ramo do extenso corpo do conhecimento da Administração – A Administração Estratégica.

Definições:
“Administração estratégica é um conjunto de orientações, decisões e ações estratégicas que determinam o desempenho superior de uma empresa longo prazo”, a saber:
• Análise profunda dos ambientes internos e externos.
• Formulação da estratégia (planej. estrateg. a longo prazo)
• Implementação da estratégia.
• Avaliação e controle.
Também é uma administração que, de forma estruturada, sistêmica ou intuitiva, consolida um conjunto de princípios normas e funções para alavancar harmonicamente o processo de planejamento da situação futura desejada da empresa como um todo e seu posterior controle dos fatores ambientais, bem como a organização e direção dos recursos empresariais de forma otimizada com a realidade ambiental e com a maximização das relações pessoais.

Resumidamente poderíamos conceituá-la com sendo a administração voltada a fortalecer as competências da organização com vistas a obtenção da vantagem competitiva ante à concorrência. Mas isto é muito pouco para vislumbrarmos todo o escopo nela contida. Então, começamos por fatorar o ambiente empresarial em suas duas grandes dimensões: a externa e a interna à empresa.

No cenário externo estão os atores com os quais a organização se relaciona e outros, ainda, que a influenciam indiretamente: clientes, concorrentes, fornecedores, os agentes de governança (stakeholders), a sociedade, tecnologias, elementos conjunturais (economia, politica, meio-ambiente…), etc., enfim, eventos e processos sobre os quais a empresa não tem governança, mas que necessita conhecer o como, o por que e o quando dos acontecimentos que provocam ameaças ou possibilitam oportunidades para organização. Para maior compreensão, vide artigo “Inteligência Competitiva” neste sitio.

Neste ambiente, a organização só pode valer-se da inteligência nas inúmeras perspectivas: a inteligência do cliente, a inteligência do concorrente e a inteligência de mercado, pois como num jogo de xadrez, vence que consegue perceber antecipadamente os movimentos do oponente e aplica táticas eficazes de ataque.

Na dimensão interna temos a inteligência organizacional – o conhecimento que a organização tem de si mesmo – suas forças e fraquezas e neste sentido consegue implementar programas de aprendizagem e desenvolvimento de seu capital humano, posto que se traduz, nesta era do conhecimento, como o ativo de maior relevância (embora seja um passivo!).

A administração estratégica se ocupa com o futuro da organização, assumindo uma filosofia da adaptação, buscando como resultado a efetividade por meio da inovação ou diversificação visando o desenvolvimento sustentado com atitudes pró-ativas (auto-estimulação…) com posturas de crescimento (conjuntura de oportunidades x fraquezas) ou de desenvolvimento (conjuntura de oportunidades x forças).

Seu grande foco é a estruturação da organização com o objetivo de instalar as condições exigidas no esforço de um planejamento estratégico que promoverá a organização à níveis de maior competitividade e conseqüente vantagem no mercado de inserção. Começando com as premissas básicas (negócio, missão, visão, objetivos permanentes), diretrizes, políticas, análise do ambiente externo (oportunidades, fraquezas, concorrência…), do ambiente interno (forças, fraquezas), enfim todas as variáveis relevantes para a formulação do plano estratégico.

A elaboração do projeto reveste-se importância capital, pois uma parcela significativa na realização de planos estratégicos redunda em fracasso por projetos desestruturados. Atualmente, a metodologia do PMI (Project Management Institute) é tida como a de maior eficácia no desenvolvimento de projetos e o BSC (Balanced Scorecard) se apresenta como a ferramenta mais utilizada na orientação e implementação do planejamento.

O administrador estratégico é o responsável por criar um clima organizacional propício para a implementação do plano a partir do envolvimento da alta-administração e lideranças intermediárias, criando sincronia, sintonia e sinergia em todos os envolvidos no processo, o que somente ocorrerá com a clara comunicação dos benefícios almejados, uma vez que empreitadas de longo prazo tendem a perder foco e força com o passar do tempo.

A escalada dos objetivos ensejados exige monitoramento constante e conseqüente correção e reorientação do plano (orientações emergentes), esta etapa de controle – o PDCA (plan-do-check-act) é parte integrante e importante em qualquer esforço de planejamento.

Na era digital, é o consumidor quem manda

Redes sociais e blogs fazem com que a voz dos clientes passe a ter mais apelo do que a publicidade tradicional

As novas mídias estão revolucionando oimagem marketing tradicional. Enquanto poucos anos atrás os meios para propaganda e publicidade resumiam-se a jornais, revistas, rádio e TV, hoje a internet e as redes sociais ampliam vertiginosamente as possibilidades para as empresas. Na esteira das novidades, Philip Kotler, um dos papas do marketing, alerta as companhias: seus anúncios têm pouco impacto diante da influência do conteúdo gerado pelo próprio consumidor.

“A importância das informações transmitidas pelas empresas é menor do que a das criadas pelo consumidor”, afirma Kotler, professor americano da Kellogg School of Management, da Universidade Northwestern, autor de livros como Marketing para o século XXI.

Com isso, os clientes ganham poder e as companhias um desafio, aprender a fazer as novas mídias trabalharem a seu favor. O leque que se descortina é enorme. Segundo Kotler, redes sociais como Facebook, Orkut, Flickr, Twitter, além de blogs, são ferramentas que não podem mais ser ignoradas no desenvolvimento de uma boa estratégia de marketing.

Se bem utilizadas, elas são capazes de criar a melhor forma de propaganda, o boca a boca. Nessa nova era, quem manda são os consumidores, como Kotler coloca, “eles são os reis”.

“As novas mídias vêm complementar as tradicionais. Estamos numa geração em que se escolhe o que se quer ver e quando se quer ver. É difícil trabalhar em um mundo que está sempre em versão beta”, brinca Hugo Janeba, diretor de marketing da Vivo.

Difícil ou não, esse parece ser um caminho sem volta. “As empresas terão que abrir novos canais para se comunicar. Já que não têm escolha, é melhor que elas tomem a iniciativa”, diz Marcos Caetano, diretor de marketing do Itaú Unibanco.

Como exemplo, o executivo cita o caso de empregados da Domino’s Pizza. Descontentes com a empresa, eles se filmaram infringindo normas da vigilância sanitária, fazendo coisas nojentas como colocar muco do nariz na comida, e colocaram as imagens no YouTube. Comentários de milhares de internautas enojados varreram a rede. Resultado: as ações da companhia sofreram queda na bolsa.

Dentro dessa nova maneira de se trabalhar com marketing, a inovação se torna ainda mais importante. Como brinca o professor americano, “se você não inovar, morre. E mesmo se inovar, também pode morrer”. A boa notícia é que aqui o desafio é tão grande quanto as oportunidades

Qual é o valor da internet?

John Quelch, professor da Harvard Business School, fez os cálculos e mostra quanto movimenta a rede nos Estados Unidos imagem

Qual é o impacto econômico da internet? Quanto a rede pode movimentar por ano? Não é uma tarefa fácil descobrir estes números.

Alguns estudiosos acreditam que estas perguntas possam valer milhões de dólares. Para John Quelch, professor da Harvard Business School, esta receita está intimamente ligada à publicidade na web, pois é um forte motor que permite que muitos conteúdos estejam acessíveis a qualquer pessoa.

Quelch tentou chegar a estas respostas ao elaborar um estudo recente para o Interactive Advertising Bureau, entidade de publicidade online. Neste levantamento, o professor utiliza três métodos para verificar a contribuição da publicidade na internet e chegar perto do valor que web representa para economia dos Estados Unidos. Segundo ele, esse valor vem de três principais fontes:

Emprego – A internet gera 3,1 milhões de empregos, sendo 1,2 milhão diretos e 1,9 milhão indiretos nos Estados Unidos. Estas pessoas estão espalhadas em diferentes setores, tais como criação de publicidade, venda de anúncios, construção e manutenção da infra-estrutura, empresas de softwares e usabilidade do site. Cada trabalho ligado à internet equivale a 1,54 emprego gerados em relação a outros setores da economia. Segundo a pesquisa, os salários dessas pessoas chegam a US$ 300 bilhões, ou cerca de 2% do PIB dos Estados Unidos.

Pagamentos - O valor econômico que a internet proporciona diretamente aos americanos é estimado em US$ 175 bilhões, isto compreende US$ 20 bilhões de serviços de publicidade, US$ 85 bilhões de operações de varejo (livre dos custos de transporte de mercadorias), e US$ 70 bilhões de pagamentos diretos aos fornecedores de serviços de internet (provedores). Sem contar, é claro, a atividade econômica indireta que a internet exige. O professor faz o seguinte cálculo: se usar o mesmo indicador de emprego (1,54) para estimar os serviços de apoio da internet, este valor chegaria a US$ 444 bilhões por ano.

Tempo – Independente de acessar no trabalho ou em casa, cerca de 190 milhões de pessoas nos Estados Unidos gastam, em média, 68 horas por mês na internet. De acordo com Quelch, uma estimativa conservadora é que este tempo movimente US$ 680 bilhões (em pagamento a seus provedores de internet, compras online, entre outros fatores). 

O professor da Harvard Business School acredita que há de se considerar também os benefícios das redes sociais, mas, no entanto, acha que esta variante é mais difícil de ser quantificada. A crise, segundo o professor, trouxe uma maior procura pelas redes sociais e comunidades online. Hoje, de acordo com Quelch, 19% de todos os casamentos realizados nos Estados unidos são frutos de pessoas que se conheceram pela rede. “É realmente uma potência econômica”.

Empresas copiam times de futebol no uso de vídeos de motivação

Muito usada no mundo dos esportes, a produção de filmes tem sido uma arma do mundo corporativo para motivar equipes

Minutos antes da partida que decidiria o título da Liga dos Campeões da Europa, Pep Guardiola, técnico do Barcelona, exibiu um vídeo que misturava lances de jogos com cenas do filme O Gladiador, de Ridley Scott.

A ideia era motivar os jogadores, mostrando que eram grandes guerreiros e deveriam se empenhar ao máximo para vencer a partida. A produção da fita foi encomendada por Guardiola a um amigo de uma TV espanhola, que caprichou nos efeitos visuais e nas músicas. Em troca, pediu ao técnico do Barça que o deixasse exibir o material após a partida.

O resultado da iniciativa foi visto poucas horas depois, quando os atletas do clube catalão deixaram o gramado romano com o troféu nas mãos.

Estratégias como esta, de usar vídeos para motivar equipes, não são exclusivas do mundo dos esportes. Dentro das empresas é comum o uso desse tipo de recurso, principalmente nas equipes de vendas.

 Se não há bônus, vídeo neles!

Em tempos de crise, bônus e participações nos lucros costumam ser mais escassos. Por isso, estratégias de motivação ganham mais importância. “Além de maior integração das equipes, a crise exige maior esforço para atingir as metas. Quanto mais motivado o grupo, melhor para a empresa”, afirma Ricardo Guedes, diretor da Michael Page, uma das maiores companhias de recrutamento do país.

Uma das empresas que usa com frequência esse tipo de recurso é a farmacêutica Bristol-Meyer Squibb. A empresa americana costuma exibir três vídeos por ano aos seus funcionários.

Na maioria das “produções”, a intenção é mostrar aos funcionários quem são as pessoas que dependem dos medicamentos da companhia. Não é raro os filmes mostrarem depoimentos de pacientes com câncer ou aids, que dependem das drogas da empresa para melhorarem a qualidade de vida. Além disso, há sempre um discurso do presidente mundial Jim Cornelius falando do papel de cada empregado para a organização e para os clientes.

Mas será que – assim como no mundo dos esportes – no mundo corporativo esse tipo de tática dá resultado? “Acredito que sim. Os vídeos fazem as equipes perceberem que precisam trabalhar para ajudar pessoas e não somente para melhorar os números da empresa”, afirma Aníbal Calbucci, diretor de recursos humanos da Bristol-Meyer Squibb. Guardiola, do Barcelona, certamente concorda com Calbucci.