Fotos da oficina de narração com Andréa Schvartz

No dia 9 de abril, os alunos do curso de Jornalismo das Faculdades Integradas Barros Melo (AESO) tiveram a oportunidade de participar da oficina de narração com Andréa Schartz, coordenadora de fonoaudióloga da Globo Nordeste. Durante a atividade diferentes formas de narração foram trabalhadas com textos diversos, considerando os aspectos vocais e não verbais (postura, gestos, expressões). Confira algumas fotos do encontro:

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Brava Comunicação promove ação em homenagem aos jornalistas

A Brava Comunicação está promovendo no seu Twitter (@abrava) uma ação que começou nessa quarta (07), Dia do Jornalista, e vai até o final deste mês. Jornalistas e estudantes de Jornalismo podem mandar fotos suas ou de colegas, depoimentos, artigos, crônicas ou contar alguns fatos curiosos, marcantes ou engraçados. Tudo isso relacionado ao dia a dia da profissão. Lembrem-se: para os posts do Twitter, é necessário utilizar a tag #jornalistaspe.

O que não couber no Twitter – afinal de contas, jornalista adora falar muito – será postado no blog Finos & Fofos (www.finosefofos.blogspot.com), da jornalista Mariana Araújo. Para quem não sabe, o Finos & Fofos foi o primeiro blog pernambucano a se dedicar ao universo dos jornalistas, contando tudo sobre a vida dos “coleguinhas”. O material deve ser enviado para o redacao@bravacomunicacao.com.

O objetivo da campanha é a valorização da profissão, já que, com a não exigência do diploma para atuar na área, as faculdades estão se esvaziando e os jornalistas vão perdendo cada vez mais a autoestima. Nós achamos que o diploma é importante, sim, porém, mais valioso do que um simples papel é o conhecimento que cada um adquire, a vivência, a experiência de vida. E, para nós, a universidade tem um papel fundamental nessa busca pelo conhecimento.

Todas as pessoas que participarem da ação #jornalistaspe estarão concorrendo a brindes como blocos, cadernos, canetas, agendas, serviços de beleza no Ambiente Dosha (Casa Forte) ou bolsas de um mês na Hi Academia do Espinheiro. Os sorteios acontecerão às sextas-feiras, nos dias 09, 16, 23 e 30. Apenas jornalistas e estudantes de jornalismo podem participar, mas é importante ressaltar que os prêmios são apenas uma lembrança, pois o fundamental é mostrar a nossa atuação e espalhar para o maior número de pessoas a importância de ser JORNALISTA. E o orgulho que a gente tem de gostar de perguntar “quem fez o quê, quando, onde, como e o porquê”.

SERVIÇO:
Ação #jornalistaspe
www.twitter.com/abrava

Proposta que exige diploma para jornalistas é aprovada na CCJ da Câmara

Da Redação do Comunique-se

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou na manhã de hoje a Proposta de Emenda à Constituição 386/09 que restabelece a exigência do diploma de jornalista. A Câmara vai criar agora uma comissão especial que terá prazo de 40 sessões para analisar o texto, de autorida do deputado Paulo Pimenta. Para ser aprovada, a proposta terá que ser votada em dois turnos no Plenário. Já no Senado, o presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO), pediu vista coletiva. A PEC, de autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), deve voltar à pauta daqui a 15 dias.

Valadares quer aproveitar esse tempo para, junto com o deputado Pimenta, elaborar um mesmo texto, que vai correr na Câmara e no Senado. “A idéia partiu do deputado Paulo Pimenta. Vamos fazer uma redação só na Câmara e Senado. Ele vai alterar o texto dele, eu o meu, e ficarão iguais. Queremos encurtar caminhos. Até as vírgulas serão iguais”, avisa.

O presidente da Federação Nacional de Jornalistas, Sérgio Murillo, está contente com o resultado na Câmara, mas diz que não é hora ainda de comemorar. “Essa é a primeira batalha de uma longa guerra. A Câmara deu um atestado de constitucionalidade ao diploma. Mas não podemos nos iludir proque tem muito trabalho pela frente. Para fazer uma mudança constitucional precisamos de 2/3 do congresso favorável, o que não é fácil. Mas o resultado está sendo bom. A casa responsável pela elaboração da Constituição não identifica conflito entre o princípio da liberdade de expressão e a exigência do diploma, como entendeu o Supremo Tribunal Federal”, disse.

Estudantes de Jornalismo em vigília pelo diploma

Segue abaixo mensagem divulgada pela Federação Nacional dos Jornalistas:

A FENAJ está convocando os estudantes de Jornalismo para uma vigília nacional pela aprovação da PEC do diploma, nesta quarta-feira (11/11): Aos estudantes de Jornalismo

* Nesta quarta-feira, dia 11, vamos intensificar nossa mobilização em defesa da profissão de jornalista.

Sugerimos que nas suas escolas, em todas as regiões do país, busquem promover, em conjunto com Sindicatos, profissionais e professores, uma vigília para acompanhamento da votação da PEC do diploma na CCJC da Câmara.

A sessão da CCJC inicia às 10h e pode ser acompanhada pela internet em http://www2.camara.gov.br/internet/comissoes/permanentes/ccjc

Vamos mostrar força nacional para acelerar a tramitação das matérias que resgatam a exigência da formação universitária tanto na Câmara quanto no Senado, e impedir que os “donos da mídia&q uot; tentem novas manobras.

Precisamos continuar intensificando nosso movimento, organizando novas atividades em todo o país, enviando mais mensagens a todos parlamentares do Congresso, conquistando mais adesões à Frente Parlamentar e mais apoios de outras entidades e segmentos da sociedade.

Não esqueçam: recém estamos vencendo a primeira batalha pela volta de um dos pilares da nossa regulamentação profissional.

Por favor, enviem as informações sobre as atividades para fenaj@fenaj.org.br, boletim@fenaj.org.br, luizspada@uol.com.br, valci@fenaj.org.br

CCJ da Câmara deve votar nesta quarta volta do diploma de jornalista

Os deputados Paulo Pimenta (RS) e Maurício Rands (PE), respectivamente, autor e relator da PEC 386/2009 – que restitui a exigência da formação e diploma no Jornalismo e que deverá ser votada nesta quarta-feira (21/10), na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) – destacam que a pressão da internet é de fundamenta l importância para que a matéria possa vir a ser promulgada.
Esquecida por parte da imprensa e aclamada por milhares de internautas brasileiros. Dessa forma a PEC dos Jornalistas, proposta que retoma a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, será analisada nesta quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
De acordo com os deputados Maurício Rands (PE) e Paulo Pimenta (RS), a pressão via web está sendo de fundamental importância para que a matéria possa vir a ser promulgada, revertendo recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a obrigatoriedade do diploma.
“É um exemplo da mobilização da população por meio de sites, blogs etc. Mas é importante que os interessados se mobilizem”, afirma Rands, relator da maté ;ria na CCJ. O parecer do deputado, que é advogado, é favorável à volta da obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Ele afirma que a proposta não ataca cláusula constitucional, argumento levantado pela maioria dos ministros do Supremo para derrubar a exigência do diploma.

O parecer deveria ter sido apreciado pelo colegiado na quarta-feira (14). Contudo, um pedido de vista adiou a análise da proposta.
O autor da proposta está esperançoso quanto à sua aprovação: “As mídias sociais, os estudantes de Jornalismo, os sindicatos… todos começaram a cobrar, pela internet, para que os deputados assinassem a PEC”, afirma Paulo Pimenta. De acordo com o congressista, milhares de e-mails já chegaram à sua caixa de mensagens solicitando a aprovação da PEC.

O deputado gaúcho, que é jornalista por formação, critica a falta de cobertura jornalística em relação à proposta. “Chega a ser ridículo o silêncio da imprensa (grande mídia) em relação à sua própria atividade”, declara.
Para ele, a linha editorial adotada por alguns veículos é de “evitar o debate”. “É como se o assunto não existisse”, avalia. O parlamentar gaúcho demonstra ironia em relação ao assunto: “É capaz de a PEC ser aprovada sem ser noticiada”.

Na visão do presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, há um “sentido claro e proposital de omitir o debate” sobre a volta da exigência do diploma de jornalista. “Eles procuram tirar esse assunto da discussão pública.”
Sérgio Murillo também destaca a importância do papel da internet nesse caso. “Os tempos mudam. As tecnologias têm cada vez mais influência na vida social. É raro ver um parlamentar que não tenha site”, afirma. No entanto, ele ressalta que seria exagero atribuir exclusivamente à internet a pressão para que a matéria seja aprovada.

Conforme explica, sindicatos de jornalistas de todo o país acompanham o presidente do STF, Gilmar Mendes, protestando contra a decisão da corte. Além disso, o presidente da Fenaj acrescenta que todos os membros da CCJ foram procurados por presidentes de sindicatos regionais.

Procurada pelo site, a assessoria da Associação Nacional de Jornais (ANJ) afirmou que a entidade considera o assunto encerrado após a decisão do STF. Leia mais no site Congresso em Foco.
*Fonte: Congresso em Foco

PEC do diploma: para deputados, web pode colaborar para aprovação

Da Redação do Comunique-se

Os deputados do PT Maurício Rands (PE) e Paulo Pimenta (RS) contaram que a pressão na internet está sendo fundamental para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 389/09, que restitui a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício profissional, possa ser promulgada, mudando a decisão do Superior Tribunal Federal (STF), que derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. O projeto será analisado nesta quarta-feira (21/10) pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

“É um exemplo da mobilização da população por meio de sites, blogs etc. Mas é importante que os interessados se mobilizem”, afirma Rands, relator da matéria na CCJ. O autor da proposta está otimista quanto à sua aprovação. “As mídias sociais, os estudantes de Jornalismo, os sindicatos… todos começaram a cobrar, pela internet, para que os deputados assinassem a PEC”, afirma Paulo Pimenta, dizendo que recebeu milhares de e-mails solicitando a aprovação da PEC.

Também formado em jornalismo, Pimenta, critica o pouco espaço que a mídia dá para o tema. “Chega a ser ridículo o silêncio da imprensa em relação à sua própria atividade”.

Com informações do Congresso em Foco.

Fotojornalista cria site que mostra colegas de profissão em coberturas

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

Fonte: Comunique-se

O jornalista André Dusek, fotográfo do jornal O Estado de S. Paulo em Brasília, lançou um site com fotos de colegas em ação, ofotocoleguinhas.com, que, como ele diz, retrata “cenas de jornalismo explícito”. Na página, Dusek reúne imagens e histórias curiosas da atuação de companheiros de profissão.

O jornalista atua na área há mais de 30 anos. Há 10 anos realizou uma exposição com seu arquivo, mas a ideia de criar um site para reunir todo o material veio há um ano. “Faço uma coisa que muitos colegas fazem, de fotografar os jornalistas em ação, a diferença é que guardava todos esses arquivos”, conta Dusek, que tem o plano de lançar um livro com o material.

Além de 200 fotos, o jornalista incluiu no site quatro histórias curiosas, como a de Antônio Benedito de Moura, que trabalhou naFolha de S. PauloDiário da NoiteO Globo e fotografou o guerrilheiro Ernesto Che Guevara morto, além das histórias de Gervásio Baptista, que manteve um diálogo inusitado com Che Guevara, após a vitória da Revolução Cubana, em 1959, e retratou Assis Chateaubriand em uma situação incomum. Outra narrativa é a de Renato Pinheiro de Carvalho, trabalhando no Palácio do Catete, na noite do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas, que presenciou a cena após ser avisado da tragédia por um dos seguranças do presidente.

“Ao todo tenho quase mil fotos arquivadas, e entre 10 e 12 histórias prontas que irei colocar no site. Vou manter sempre atualizado”, diz o jornalista.

Diretor do Estadão explica furo que fez MEC adiar o Enem

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O diretor de conteúdo do jornal O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, explica como foi feita a denúncia que adiou a aplicação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O jornal foi procurado por um homem na tarde de ontem (30/09) que, ao telefone, disse ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Reunindo dados do exame, o Estadãoprocurou o Ministério da Educação que comprovou o vazamento da prova ao analisar elementos do exame.

Jornal se negou a comprar material
“A reportagem trouxe o assunto para a direção. Sempre fazemos isso nesses casos. Pensamos conjuntamente nos passos que íamos tomar, porque vimos que estávamos diante de um fato grave. Nos documentamos e fomos em busca do ministério”, contou Gandour.

O homem que procurou o jornal pretendia vender as provas para a redação em troca de R$ 500 mil. O Estadão se negou a comprar o exame, mas decidiu ir ao encontro do homem para fazer uma breve consulta no material. “Jamais compraríamos o material, desde o primeiro momento esclarecemos”, diz o diretor.

Duas pessoas compareceram ao encontro com as provas em mãos que disseram ter recebido na segunda-feira (28/09), de um funcionário do Inep, órgão do MEC responsável pelo Enem. Os dois afirmaram que o esquema de fraude tinha cinco pessoas.

A repórter do jornal, Renata Cafardo, que fez a matéria ao lado de Sérgio Pompeu, escreveu em seu blog no Estadão. “Eu pedi para ver a prova e eles a colocaram, sem cerimônias, na mesa do café. Estavam lá os logotipos do governo federal, das empresas contratas para organizar a prova, do Inep. Ao folhear a prova, não acreditava no que via. (…) Tratei de decorar o máximo de questões possíveis”.

Renata disse que a intenção dos homens era apenas o dinheiro. “Queriam dinheiro e deixavam claro isso. Pediram R$ 500 mil e tinham a convicção de que fariam o negócio com algum veículo de imprensa. Deixamos claro que o Estado repudiava esse tipo de comportamento, que aceitaríamos denunciar o vazamento desde que não pagássemos por isso”, escreveu.

A repórter também informou em sua página que pouco antes da ligação do homem que pretendia vender as provas, recebeu um recado de uma outra pessoa interessada em vender o gabarito do exame.

Apuração e provas
Consultando alguns trechos do material, o jornal decidiu procurar o ministro da Educação, Fernando Haddad, e repassar alguns elementos do conteúdo do exame. Com a ajuda de técnicos do Inep, o ministro confirmou o vazamento da prova.

Com o adiamento do exame, a nova prova será aplicada em 45 dias, com um prejuízo que pode chegar a R$ 34 milhões para o ministério. O caso será investigado pela Polícia Federal, que abrirá inquérito por ordem do ministro da Justiça, Tarso Genro.

Furo e censura
O caso repercutiu em toda a imprensa brasileira. Para Gandour, o furo é ainda mais importante nesse momento em que o veículo passa por uma censura, pela qual o jornal é proibido de publicar informações sobre a operação Boi Barrica, que envolve o nome do filho de José Sarney, presidente do Senado.

“Nessa hora o sentido mais importante é ressaltar o valor da imprensa para a sociedade, porque a imprensa não busca o poder, mas a verdade. Num momento em que nós estamos censurados, um episódio como esse resgata a imprensa como um canal e patrimônio da sociedade”, declarou.

Participantes de audiência pública no Senado defendem exigência do diploma

Da Redação do Comunique-se

A audiência pública realizada pelo Senado na manhã desta quinta-feira (01/10) terminou em consenso. Todos os convidados presentes defenderam a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. Apesar de terem sido convidados, representantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e da Associação Nacional de Jornais não compareceram.

“Seria boa a presença das entidades empresariais, porque se estabeleceria o contraditório. Foi ruim para eles. Dá margem a pensar que não vieram porque não têm muitos argumentos para apresentar”, afirmou o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da Proposta de Emenda à Constituição que restitui a obrigatoriedade do diploma.

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, disse estar confiante da reversão da decisão do Supremo Tribunal Federal, que, em sua opinião, “está tornando degradante a condição do jornalista”.

Também defenderam o diploma o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Raimundo Cezar Britto Aragão; o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo(SBPJor), Carlos Franciscato; e o presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Spenthof.

“Se para o STF o jornalista é apenas aquele que expressa sua opinião, quem informará o cidadão de forma isenta de opinião?”, questionou Spenthof.

A audiência foi realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, onde a proposta está sendo analisada. “Já fizemos a audiência, demos espaço para todos os seguimentos se manifestarem. Agora, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) vai preparar o seu relatório com base nos depoimentos que ouviu”, informou Valadares, frisando que o relatório será apresentado “o mais rápido possível”.

Com informações da Agência Senado.

Correspondente da Reuters diz que é preciso cuidado com propaganda na guerra

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O correspondente da Reuters no Oriente Médio, Dan Williams, afirmou que é preciso tomar cuidado com a propaganda na guerra, para não transmitir conceitos parciais durante a cobertura de um conflito. Williams participou de palestra nesta sexta-feira (25/09), em São Paulo.

O correspondente diz que as pessoas procuram os jornalistas e são abertas para falar, mas há que tomar certos cuidados. “As pessoas falam, querem passar informações. Muito dessas informações é propaganda, existe muita propaganda na guerra, mas é preciso saber separar a informação”.

“Guerra de cinco estrelas”
O correspondente classificou a cobertura atual com uma “guerra de cinco estrelas”. “Como a região é muito pequena, você consegue andar por vários lugares, entrevistar várias pessoas e depois voltar para o seu hotel. É diferente ao que eu via na televisão quando adolescente”, compara.

Para Williams, cobrir o Oriente Médio é uma responsabilidade que influencia diretamente a população local. “O Oriente Médio é uma parte do mundo que vai continuar nas manchetes. E o povo de lá se vê como o mundo os mostra, como a mídia os mostra”, relata.

Cobertura desproporcional
Williams também comentou que a cobertura da imprensa sobre o estado de Israel é desproporcional e que a imagem que as pessoas têm dos jornalistas que participam da cobertura não coincide totalmente com a condição real desses profissionais.

“Veja o tamanho do Brasil, e quantos correspondentes existem por aqui? Israel é uma região muito pequena, com correspondentes de todo lugar. Existe a questão do petróleo, da religião, da guerra, isso chama a atenção da mídia. Mas acabam perpetuando uma visão desproporcional da região”.

O jornalista veio ao Brasil para realizar uma série de palestras, com o apoio da Reuters e do Comunique-se. Essa semana, o correspondente participou de debates na Puc-Rio, UFRJ e Unicsul.

Williams trabalha há 11 anos em Israel. A serviço da Reuters, o jornalista já realizou coberturas especiais no Egito, Jordânia, Índia e Turquia. O correspondente mantém um blog no site da Reuters que pode ser acessado no endereçohttp://blogs.reuters.com/dan-williams.