Proposta que exige diploma para jornalistas é aprovada na CCJ da Câmara

Da Redação do Comunique-se

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou na manhã de hoje a Proposta de Emenda à Constituição 386/09 que restabelece a exigência do diploma de jornalista. A Câmara vai criar agora uma comissão especial que terá prazo de 40 sessões para analisar o texto, de autorida do deputado Paulo Pimenta. Para ser aprovada, a proposta terá que ser votada em dois turnos no Plenário. Já no Senado, o presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO), pediu vista coletiva. A PEC, de autoria do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), deve voltar à pauta daqui a 15 dias.

Valadares quer aproveitar esse tempo para, junto com o deputado Pimenta, elaborar um mesmo texto, que vai correr na Câmara e no Senado. “A idéia partiu do deputado Paulo Pimenta. Vamos fazer uma redação só na Câmara e Senado. Ele vai alterar o texto dele, eu o meu, e ficarão iguais. Queremos encurtar caminhos. Até as vírgulas serão iguais”, avisa.

O presidente da Federação Nacional de Jornalistas, Sérgio Murillo, está contente com o resultado na Câmara, mas diz que não é hora ainda de comemorar. “Essa é a primeira batalha de uma longa guerra. A Câmara deu um atestado de constitucionalidade ao diploma. Mas não podemos nos iludir proque tem muito trabalho pela frente. Para fazer uma mudança constitucional precisamos de 2/3 do congresso favorável, o que não é fácil. Mas o resultado está sendo bom. A casa responsável pela elaboração da Constituição não identifica conflito entre o princípio da liberdade de expressão e a exigência do diploma, como entendeu o Supremo Tribunal Federal”, disse.

Estudantes de Jornalismo em vigília pelo diploma

Segue abaixo mensagem divulgada pela Federação Nacional dos Jornalistas:

A FENAJ está convocando os estudantes de Jornalismo para uma vigília nacional pela aprovação da PEC do diploma, nesta quarta-feira (11/11): Aos estudantes de Jornalismo

* Nesta quarta-feira, dia 11, vamos intensificar nossa mobilização em defesa da profissão de jornalista.

Sugerimos que nas suas escolas, em todas as regiões do país, busquem promover, em conjunto com Sindicatos, profissionais e professores, uma vigília para acompanhamento da votação da PEC do diploma na CCJC da Câmara.

A sessão da CCJC inicia às 10h e pode ser acompanhada pela internet em http://www2.camara.gov.br/internet/comissoes/permanentes/ccjc

Vamos mostrar força nacional para acelerar a tramitação das matérias que resgatam a exigência da formação universitária tanto na Câmara quanto no Senado, e impedir que os “donos da mídia&q uot; tentem novas manobras.

Precisamos continuar intensificando nosso movimento, organizando novas atividades em todo o país, enviando mais mensagens a todos parlamentares do Congresso, conquistando mais adesões à Frente Parlamentar e mais apoios de outras entidades e segmentos da sociedade.

Não esqueçam: recém estamos vencendo a primeira batalha pela volta de um dos pilares da nossa regulamentação profissional.

Por favor, enviem as informações sobre as atividades para fenaj@fenaj.org.br, boletim@fenaj.org.br, luizspada@uol.com.br, valci@fenaj.org.br

CCJ da Câmara deve votar nesta quarta volta do diploma de jornalista

Os deputados Paulo Pimenta (RS) e Maurício Rands (PE), respectivamente, autor e relator da PEC 386/2009 – que restitui a exigência da formação e diploma no Jornalismo e que deverá ser votada nesta quarta-feira (21/10), na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) – destacam que a pressão da internet é de fundamenta l importância para que a matéria possa vir a ser promulgada.
Esquecida por parte da imprensa e aclamada por milhares de internautas brasileiros. Dessa forma a PEC dos Jornalistas, proposta que retoma a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, será analisada nesta quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
De acordo com os deputados Maurício Rands (PE) e Paulo Pimenta (RS), a pressão via web está sendo de fundamental importância para que a matéria possa vir a ser promulgada, revertendo recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a obrigatoriedade do diploma.
“É um exemplo da mobilização da população por meio de sites, blogs etc. Mas é importante que os interessados se mobilizem”, afirma Rands, relator da maté ;ria na CCJ. O parecer do deputado, que é advogado, é favorável à volta da obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Ele afirma que a proposta não ataca cláusula constitucional, argumento levantado pela maioria dos ministros do Supremo para derrubar a exigência do diploma.

O parecer deveria ter sido apreciado pelo colegiado na quarta-feira (14). Contudo, um pedido de vista adiou a análise da proposta.
O autor da proposta está esperançoso quanto à sua aprovação: “As mídias sociais, os estudantes de Jornalismo, os sindicatos… todos começaram a cobrar, pela internet, para que os deputados assinassem a PEC”, afirma Paulo Pimenta. De acordo com o congressista, milhares de e-mails já chegaram à sua caixa de mensagens solicitando a aprovação da PEC.

O deputado gaúcho, que é jornalista por formação, critica a falta de cobertura jornalística em relação à proposta. “Chega a ser ridículo o silêncio da imprensa (grande mídia) em relação à sua própria atividade”, declara.
Para ele, a linha editorial adotada por alguns veículos é de “evitar o debate”. “É como se o assunto não existisse”, avalia. O parlamentar gaúcho demonstra ironia em relação ao assunto: “É capaz de a PEC ser aprovada sem ser noticiada”.

Na visão do presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, há um “sentido claro e proposital de omitir o debate” sobre a volta da exigência do diploma de jornalista. “Eles procuram tirar esse assunto da discussão pública.”
Sérgio Murillo também destaca a importância do papel da internet nesse caso. “Os tempos mudam. As tecnologias têm cada vez mais influência na vida social. É raro ver um parlamentar que não tenha site”, afirma. No entanto, ele ressalta que seria exagero atribuir exclusivamente à internet a pressão para que a matéria seja aprovada.

Conforme explica, sindicatos de jornalistas de todo o país acompanham o presidente do STF, Gilmar Mendes, protestando contra a decisão da corte. Além disso, o presidente da Fenaj acrescenta que todos os membros da CCJ foram procurados por presidentes de sindicatos regionais.

Procurada pelo site, a assessoria da Associação Nacional de Jornais (ANJ) afirmou que a entidade considera o assunto encerrado após a decisão do STF. Leia mais no site Congresso em Foco.
*Fonte: Congresso em Foco

PEC do diploma: para deputados, web pode colaborar para aprovação

Da Redação do Comunique-se

Os deputados do PT Maurício Rands (PE) e Paulo Pimenta (RS) contaram que a pressão na internet está sendo fundamental para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 389/09, que restitui a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício profissional, possa ser promulgada, mudando a decisão do Superior Tribunal Federal (STF), que derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. O projeto será analisado nesta quarta-feira (21/10) pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

“É um exemplo da mobilização da população por meio de sites, blogs etc. Mas é importante que os interessados se mobilizem”, afirma Rands, relator da matéria na CCJ. O autor da proposta está otimista quanto à sua aprovação. “As mídias sociais, os estudantes de Jornalismo, os sindicatos… todos começaram a cobrar, pela internet, para que os deputados assinassem a PEC”, afirma Paulo Pimenta, dizendo que recebeu milhares de e-mails solicitando a aprovação da PEC.

Também formado em jornalismo, Pimenta, critica o pouco espaço que a mídia dá para o tema. “Chega a ser ridículo o silêncio da imprensa em relação à sua própria atividade”.

Com informações do Congresso em Foco.

Fotojornalista cria site que mostra colegas de profissão em coberturas

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

Fonte: Comunique-se

O jornalista André Dusek, fotográfo do jornal O Estado de S. Paulo em Brasília, lançou um site com fotos de colegas em ação, ofotocoleguinhas.com, que, como ele diz, retrata “cenas de jornalismo explícito”. Na página, Dusek reúne imagens e histórias curiosas da atuação de companheiros de profissão.

O jornalista atua na área há mais de 30 anos. Há 10 anos realizou uma exposição com seu arquivo, mas a ideia de criar um site para reunir todo o material veio há um ano. “Faço uma coisa que muitos colegas fazem, de fotografar os jornalistas em ação, a diferença é que guardava todos esses arquivos”, conta Dusek, que tem o plano de lançar um livro com o material.

Além de 200 fotos, o jornalista incluiu no site quatro histórias curiosas, como a de Antônio Benedito de Moura, que trabalhou naFolha de S. PauloDiário da NoiteO Globo e fotografou o guerrilheiro Ernesto Che Guevara morto, além das histórias de Gervásio Baptista, que manteve um diálogo inusitado com Che Guevara, após a vitória da Revolução Cubana, em 1959, e retratou Assis Chateaubriand em uma situação incomum. Outra narrativa é a de Renato Pinheiro de Carvalho, trabalhando no Palácio do Catete, na noite do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas, que presenciou a cena após ser avisado da tragédia por um dos seguranças do presidente.

“Ao todo tenho quase mil fotos arquivadas, e entre 10 e 12 histórias prontas que irei colocar no site. Vou manter sempre atualizado”, diz o jornalista.

Diretor do Estadão explica furo que fez MEC adiar o Enem

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O diretor de conteúdo do jornal O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, explica como foi feita a denúncia que adiou a aplicação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O jornal foi procurado por um homem na tarde de ontem (30/09) que, ao telefone, disse ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Reunindo dados do exame, o Estadãoprocurou o Ministério da Educação que comprovou o vazamento da prova ao analisar elementos do exame.

Jornal se negou a comprar material
“A reportagem trouxe o assunto para a direção. Sempre fazemos isso nesses casos. Pensamos conjuntamente nos passos que íamos tomar, porque vimos que estávamos diante de um fato grave. Nos documentamos e fomos em busca do ministério”, contou Gandour.

O homem que procurou o jornal pretendia vender as provas para a redação em troca de R$ 500 mil. O Estadão se negou a comprar o exame, mas decidiu ir ao encontro do homem para fazer uma breve consulta no material. “Jamais compraríamos o material, desde o primeiro momento esclarecemos”, diz o diretor.

Duas pessoas compareceram ao encontro com as provas em mãos que disseram ter recebido na segunda-feira (28/09), de um funcionário do Inep, órgão do MEC responsável pelo Enem. Os dois afirmaram que o esquema de fraude tinha cinco pessoas.

A repórter do jornal, Renata Cafardo, que fez a matéria ao lado de Sérgio Pompeu, escreveu em seu blog no Estadão. “Eu pedi para ver a prova e eles a colocaram, sem cerimônias, na mesa do café. Estavam lá os logotipos do governo federal, das empresas contratas para organizar a prova, do Inep. Ao folhear a prova, não acreditava no que via. (…) Tratei de decorar o máximo de questões possíveis”.

Renata disse que a intenção dos homens era apenas o dinheiro. “Queriam dinheiro e deixavam claro isso. Pediram R$ 500 mil e tinham a convicção de que fariam o negócio com algum veículo de imprensa. Deixamos claro que o Estado repudiava esse tipo de comportamento, que aceitaríamos denunciar o vazamento desde que não pagássemos por isso”, escreveu.

A repórter também informou em sua página que pouco antes da ligação do homem que pretendia vender as provas, recebeu um recado de uma outra pessoa interessada em vender o gabarito do exame.

Apuração e provas
Consultando alguns trechos do material, o jornal decidiu procurar o ministro da Educação, Fernando Haddad, e repassar alguns elementos do conteúdo do exame. Com a ajuda de técnicos do Inep, o ministro confirmou o vazamento da prova.

Com o adiamento do exame, a nova prova será aplicada em 45 dias, com um prejuízo que pode chegar a R$ 34 milhões para o ministério. O caso será investigado pela Polícia Federal, que abrirá inquérito por ordem do ministro da Justiça, Tarso Genro.

Furo e censura
O caso repercutiu em toda a imprensa brasileira. Para Gandour, o furo é ainda mais importante nesse momento em que o veículo passa por uma censura, pela qual o jornal é proibido de publicar informações sobre a operação Boi Barrica, que envolve o nome do filho de José Sarney, presidente do Senado.

“Nessa hora o sentido mais importante é ressaltar o valor da imprensa para a sociedade, porque a imprensa não busca o poder, mas a verdade. Num momento em que nós estamos censurados, um episódio como esse resgata a imprensa como um canal e patrimônio da sociedade”, declarou.

Participantes de audiência pública no Senado defendem exigência do diploma

Da Redação do Comunique-se

A audiência pública realizada pelo Senado na manhã desta quinta-feira (01/10) terminou em consenso. Todos os convidados presentes defenderam a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. Apesar de terem sido convidados, representantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e da Associação Nacional de Jornais não compareceram.

“Seria boa a presença das entidades empresariais, porque se estabeleceria o contraditório. Foi ruim para eles. Dá margem a pensar que não vieram porque não têm muitos argumentos para apresentar”, afirmou o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da Proposta de Emenda à Constituição que restitui a obrigatoriedade do diploma.

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, disse estar confiante da reversão da decisão do Supremo Tribunal Federal, que, em sua opinião, “está tornando degradante a condição do jornalista”.

Também defenderam o diploma o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Raimundo Cezar Britto Aragão; o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo(SBPJor), Carlos Franciscato; e o presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Spenthof.

“Se para o STF o jornalista é apenas aquele que expressa sua opinião, quem informará o cidadão de forma isenta de opinião?”, questionou Spenthof.

A audiência foi realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, onde a proposta está sendo analisada. “Já fizemos a audiência, demos espaço para todos os seguimentos se manifestarem. Agora, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) vai preparar o seu relatório com base nos depoimentos que ouviu”, informou Valadares, frisando que o relatório será apresentado “o mais rápido possível”.

Com informações da Agência Senado.

Correspondente da Reuters diz que é preciso cuidado com propaganda na guerra

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O correspondente da Reuters no Oriente Médio, Dan Williams, afirmou que é preciso tomar cuidado com a propaganda na guerra, para não transmitir conceitos parciais durante a cobertura de um conflito. Williams participou de palestra nesta sexta-feira (25/09), em São Paulo.

O correspondente diz que as pessoas procuram os jornalistas e são abertas para falar, mas há que tomar certos cuidados. “As pessoas falam, querem passar informações. Muito dessas informações é propaganda, existe muita propaganda na guerra, mas é preciso saber separar a informação”.

“Guerra de cinco estrelas”
O correspondente classificou a cobertura atual com uma “guerra de cinco estrelas”. “Como a região é muito pequena, você consegue andar por vários lugares, entrevistar várias pessoas e depois voltar para o seu hotel. É diferente ao que eu via na televisão quando adolescente”, compara.

Para Williams, cobrir o Oriente Médio é uma responsabilidade que influencia diretamente a população local. “O Oriente Médio é uma parte do mundo que vai continuar nas manchetes. E o povo de lá se vê como o mundo os mostra, como a mídia os mostra”, relata.

Cobertura desproporcional
Williams também comentou que a cobertura da imprensa sobre o estado de Israel é desproporcional e que a imagem que as pessoas têm dos jornalistas que participam da cobertura não coincide totalmente com a condição real desses profissionais.

“Veja o tamanho do Brasil, e quantos correspondentes existem por aqui? Israel é uma região muito pequena, com correspondentes de todo lugar. Existe a questão do petróleo, da religião, da guerra, isso chama a atenção da mídia. Mas acabam perpetuando uma visão desproporcional da região”.

O jornalista veio ao Brasil para realizar uma série de palestras, com o apoio da Reuters e do Comunique-se. Essa semana, o correspondente participou de debates na Puc-Rio, UFRJ e Unicsul.

Williams trabalha há 11 anos em Israel. A serviço da Reuters, o jornalista já realizou coberturas especiais no Egito, Jordânia, Índia e Turquia. O correspondente mantém um blog no site da Reuters que pode ser acessado no endereçohttp://blogs.reuters.com/dan-williams.

‘Copia e cola’ de releases pode gerar processo por dano moral

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

“Copia e cola” de releases é algo conhecido pelos jornalistas, mas pior ainda quando a notícia é publicada com o crédito indevido. Foi o que aconteceu com a jornalista Claudia Yoscimoto, que teve uma matéria publicada na íntegra em um site, assinada por outro profissional. Mais que antiética, essa atitude é ilegal e pode gerar processos por danos morais.

Na época, Claudia fazia um trabalho para o então prefeito de Mogi das Cruzes (SP), Junji Abe. A jornalista acompanhou a visita do prefeito ao Japão e divulgou o fato aos órgãos de imprensa brasileiros no país e à assessoria de imprensa da prefeitura. O caso aconteceu em 2007, mas Claudia só se deu conta quando fez uma busca pelos textos para incluir em seu portifólio. “Foi a primeira vez que isso aconteceu comigo. Quando se muda alguma coisa, tudo bem, mas dar crédito para outra pessoa, isso foi antiético”.

Para o presidente da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais (Apijor), Frederico Ghedini, apesar das assessorias de imprensa terem suas particularidades, os profissionais que atuam nessa área podem reclamar seus direitos. “Ninguém pode colocar o nome em um texto que não foi ele quem fez. Isso pode suscitar uma ação por danos morais. É uma questão de direito autoral”, explica.

Outros problemas
A jornalista Paula Batista, sócia da Lide Multimidia, agência de comunicação com sede no Paraná, conta que o fato é comum. “Isso acontece bastante, de colocar o nome do jornalista do veículo, quando não usam o assessor como fonte, aspas na matéria. Mas não há muito o que fazer, porque geralmente ficamos sabendo muito tempo depois da publicação, e lidamos com um universo muito grande de jornalistas, alguns mais conhecidos, outros não”.

Paula considera esse tipo de situação constrangedora para explicar para o cliente e adota algumas medidas para coibir a apropriação dos textos da assessoria. “Queremos que os clientes sejam divulgados na imprensa, mas quando acontece essas coisas acabamos restringindo, evitando de pautar o veículo. Outra opção é fazer o follow-up, para inibir e permitir que o jornalista fale com o porta-voz”, afirma.

A jornalista relata um dos episódios que ela diz acontecer com frequência. “Quando fiz um trabalho para uma ONG, enviei um release. Quando fui ver, o texto havia sido publicado na íntegra em uma página inteira de um jornal”, relembra Paula, que enfatiza que fatos como esse acontecem principalmente em veículos pequenos, mas há exceções. “Isso já aconteceu na extinta Gazeta Mercantil, publicaram um release nosso, acrescentaram apenas um olho”, conta.

Para a advogada da Apijor, Dra. Silvia Neli, casos como estes são comuns. “Um dos mais recentes que me lembro foi o caso da publicação de uma foto como ‘divulgação’ na Folha. A foto foi enviada por uma assessoria. Ganhamos em primeira instância, mas a Folha está recorrendo”.
Silvia afirma que é essencial os jornalistas estarem atentos aos direitos autorais. “É importante ter essa atenção, o que não é uma prática no mercado, porque a qualquer momento uma pessoa pode requerer seu direito”, conclui.

Fonte: Comunique-se

PECs que tornam o diploma obrigatório devem ir à votação até o final do ano

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

As Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que restituem a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão devem ser votadas até o final deste ano. É o que preveem o autor da PEC 386/09, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), e o relator da PEC 33/2009, senador Inácio Arruda (PCdoB – CE), projeto de autoria de Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

Os dois esperam que a Frente Parlamentar em defesa do diploma de jornalismo, instalada na Câmara ontem (23/09), agilize a tramitação dos projetos. “A nossa ideia é que a Frente agilize a votação. Temos viajado por todo o Brasil, em reuniões com sindicatos, para divulgar o projeto”, afirmou o deputado Paulo Pimenta, que também é jornalista.

Audiência pública no Senado
O senador Inácio Arruda, que também participa da Frente Parlamentar, anunciou que o próximo passo para a tramitação da PEC de Valadares será a realização de uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para discutir o projeto. A audiência será realizada na próxima quinta-feira 01/10, às 10h, no Senado.  Após as discussões, Arruda pretende pedir a urgência pela votação do projeto, com a expectativa de que a proposta seja votada até o mês de novembro pelo Senado.

Arruda afirmou que não há conflitos entre os projetos que tramitam na Casa. “Não existe conflito nenhum, até porque vamos fazer com que eles se encontrem, seja na Câmara, seja no Senado”.

O senador considera irresponsável a decisão do STF. “No caso dessa área, que é considerada o quarto poder, é um equívoco deixar com que as pessoas que têm a responsabilidade de informar e formar opinião, não tenham uma formação adequada”.

Fonte: Comunique-se