| O site de microblog Twitter mostra a sua força no jornalismo. ONew York Times anunciou nesta terça-feira (26/05) a contratação da sua primeira editora de Mídias Sociais, Jennifer Preston. Ela será responsável por ensinar os profissionais da redação a utilizar ferramentas da Internet para encontrar fontes, seguir informações e notícias, entre outras funções, que até o momento não são muito claras.
Pelo seu twitter, Jennifer tem conversado com usuários, recebendo críticas, sugestões e, principalmente, questionamentos sobre qual será exatamente a sua função. “Na realidade, estamos pensando em como as pessoas do Timese o Twitter podem se encaixar”, respondeu a um usuário. A informação da contratação foi divulgada pelo Twitter de Jonathan Landman, diretor-editorial suplente do Times, como não poderia deixar de ser. Nesse mundo sem papel, o e-mail distribuído à redação foi vazado e publicado pelo Nieman Journalism Lab no Google Docs. No documento, a função de Jennifer é definida como “uma pessoa que concentra todo o seu tempo expandindo o uso das redes de mídia social e publicando plataformas para melhorar o jornalismo do New York Times e entregá-lo aos leitores”. A explicação foi considerada vaga e sites especializados levantam a suspeita de que o novo cargo teria sido criado para controlar o uso das redes sociais pelos jornalistas. O The New York Observerlembra que há duas semanas detalhes sobre uma reunião interna que discutiu estratégias foi vazado pelo Twitter de repórteres. Na ocasião, o editor-executivo do Times, Bill Keller, defendeu, em reunião com a redação, que precisava de uma “zona de confiança, onde as pessoas possam expor livremente suas ideias sem temer que elas sejam zapeadas no ciberespaço”. |
Archive for maio, 2009
“2010 SEM LULA: E AGORA, BRASIL?” foi tema do debate realizado na última quinta-feira, 21, no auditório da Aeso, pelos alunos do 7º período de Jornalismo das Faculdades Integradas Barros Melo. O assunto, de grande destaque nacional, foi discutido pelos convidados Délio Mendes (doutor em Sociologia, cientista político, pesquisador e professor da UFRPE), Michel Zaidan (doutor em História Social, cientista político e professor da UFPE) e César Rocha (editor de Política do Diário de Pernambuco). A mediação foi do coordenador do curso de Jornalismo, Antônio Martins.
Foi unânime entre os convidados a crença de que o presidente Luis Inácio Lula da Silva fará seu sucessor em 2010 e, a menos que aconteça algum fato novo de grande repercussão negativa para o governo, que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, será eleita para a Presidência. Sobre a doença da ministra, Michel Zaidan acredita que PT pode jogar politicamente com o fato para beneficiar a candidata. “Doenças causam empatia com o povo brasileiro e acabam inibindo as criticas da oposição”.
Outro assunto que gerou grande discussão entre os debatedores foi um possível terceiro mandato do presidente Lula. “Seria muito arriscado, um rodízio é muito importante para arejar as instituições”, defendeu César Rocha. “O plano mesmo é o “fica eu (Lula)”, rebateu Délio Mendes. “A vontade do presidente é continuar no governo devido a sua popularidade, adquirida na aliança com os mais ricos e com os mais pobres; para se ter uma idéia, de 12 a 13 milhões de pessoas são beneficiadas com o Bolsa Família, ou seja, já estariam garantidos, ao menos, 26 milhões de votos”, completou o professor da UFRPE.
Os três debatedores concordaram ao afirmar que a agenda política do Brasil está desgastada e que é preciso surgir políticos com novos ideais. “O importante é mudar o modelo de gestão política, porque desde Itamar até hoje só mudam os governantes, mas a forma de administrar é a mesma”, declarou Zaidan.
A discussão sobre a sucessão do presidente Lula atraiu a atenção dos alunos, inclusive de outros cursos. “Essa palestra foi importante para a faculdade, pois gerou um intercâmbio com outros cursos, sendo bem ministrada e respondendo todas as questões referentes ao tema”, disse Gleidson Silva, aluno do 4º período de Direito da Aeso.
“O fundamental desta atividade é aliar a técnica, tudo que precisamos aprender do ponto de vista prático, com uma reflexão sobre o momento político. O curso de jornalismo não pode ser apenas preocupado com a técnica e com a prática; estas têm que estar atreladas ao momento que estamos vivendo”, avaliou Antônio Martins.
O debate foi uma iniciativa da disciplina de Jornalismo Político, do curso de Jornalismo das Faculdades Integradas Barros Melo, e contou com orientação da professora Carolina Cavalcanti.
Matéria: Amanda Coelho e Roberto Portela
Supervisão: Carolina Cavalcanti
Edição: Antônio Martins
Ouça reportagem do aluno de 3o Jornalismo Dênes de Souza sobre a reação da Universidade de Pernambuco à proposta do Ministério da Educação de que o Enem seja utilizado em substituição ao vestibular.
A reportagem especial foi apresentada como atividade da disciplina de Radiojornalismo e teve supervisão do professor Marcos Araújo
Click aqui: reportagem-especial-denes-de-souza
O 5º Concurso Universitário de Jornalismo CNN lançou um blog para incentivar a discussão e a exposição de opiniões referentes ao tema dessa edição: jornalismo, tecnologia e desenvolvimento social. “A idéia é que este canal possa levar para a sala de aula a discussão e reflexão sobre o Ser jornalista e o jornalismo, abrindo o diálogo entre professores e estudantes”, informam os organizadoresdo concurso.
Eis as informações sobre o concurso:
Se você é estudante de jornalismo, participe e concorra a uma viagem para visitar os estúdios da CNN International nos EUA. Você ainda pode ver sua matéria exibida no canal CNN.
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Link para a inscrição:
http://www.concursocnn.com.br/2009/inscricao.php
• 24/03/09 – Início de inscrições
• 29/06/09 – Fim do período de inscrições e envio dos trabalhos
• 13/07/09 – Início da fase de triagem
• 27/07/09 – Fim da fase de triagem
• 28/07/09 – Divulgação dos 10 trabalhos finalistas
| A BBC Brasil, em parceria com sua Academia de Jornalismo, passou a disponibilizar material de treinamento em língua portuguesa. É possível baixar, por exemplo, um guia de princípios editoriais em formato PDF. Além disso, vídeos destacam a importância da imparcialidade, da presença local, entre outros temas.”Este novo espaço do site da BBC Brasil explicará ao leitor os princípios que regem o trabalho da sua equipe, como objetividade, imparcialidade, independência e transparência”, explica o diretor da BBC Brasil, Rogério Simões, na página especial do projeto.A BBC mantém ainda um site (em inglês) dedicado ao treinamento de profissionais de imprensa, com farto material sobre rádio, TV e novas tecnologias. |
Fonte: Comunique-se
| A Lei de Imprensa foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. Em julgamento realizado na tarde desta quinta-feira, sete dos onze ministros da Casa se manifestaram pela extinção total do texto. O presidente do Tribunal, Gilmar Mendes, finalizou a sessão pedindo, em seu voto, a manutenção de artigos referentes ao direito de resposta. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello defendeu a manutenção da lei.
O STF aceitou pedido de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental impetrada pelo PDT e, a partir de agora, o judiciário deve se ater aos códigos civil e penal para julgar questões relativas à atividade jornalística. A sessão de hoje deu prosseguimento ao julgamento iniciado no dia 01/04. Naquele dia, o relator do processo, Carlos Ayres Britto, e o ministro Eros Grau declararam seus votos pela extinção da lei. Hoje, foram acompanhados pelos ministros Carlos Alberto Menezes Direito, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Cezar Peluso e Celso de Mello. Os ministros Joaquim Barbosa e Ellen Gracie votaram pela manutenção de artigos que tratam de calúnia, injúria e difamação, acatando a revogação parcial da Lei de Imprensa. O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, considerou positiva a eliminação “de uma legislação inútil e autoritária”. Por outro lado, vê negativamente o vácuo legal e cobra do Congresso a criação de uma nova Lei de Imprensa. “Transferiram um poder imensurável para os juízes de primeira instância. Mas tem o aspecto que a maioria dos ministros também se manifestou favorável ao entendimento de que é possível uma legislação. Não só possível como necessário”, defende. Diferentemente da Fenaj, a Associação Brasileira de Imprensa é contra a criação de uma nova legislação. O presidente da entidade, Maurício Azêdo, comemora o fim da lei que “tinha o signo repressivo da ditadura”. Chamando-a de “falecida Lei de Imprensa”, afirma que a “Constituição assegura a plenitude da liberdade de imprensa e de expressão”. O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), que ajuizou a ação, se disse “satisfeito”com o resultado do plenário. Em sua opinião, mais do que defender a liberdade de imprensa, a decisão de hoje também “impede que se crie uma lei que impeça manifestações na internet”. “É um momento novo na história da imprensa. Mais do que da imprensa, na história do direito do povo à informação”, afirmou o deputado. |
