Archive for outubro, 2009

CCJ da Câmara deve votar nesta quarta volta do diploma de jornalista

Os deputados Paulo Pimenta (RS) e Maurício Rands (PE), respectivamente, autor e relator da PEC 386/2009 – que restitui a exigência da formação e diploma no Jornalismo e que deverá ser votada nesta quarta-feira (21/10), na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) – destacam que a pressão da internet é de fundamenta l importância para que a matéria possa vir a ser promulgada.
Esquecida por parte da imprensa e aclamada por milhares de internautas brasileiros. Dessa forma a PEC dos Jornalistas, proposta que retoma a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, será analisada nesta quarta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
De acordo com os deputados Maurício Rands (PE) e Paulo Pimenta (RS), a pressão via web está sendo de fundamental importância para que a matéria possa vir a ser promulgada, revertendo recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a obrigatoriedade do diploma.
“É um exemplo da mobilização da população por meio de sites, blogs etc. Mas é importante que os interessados se mobilizem”, afirma Rands, relator da maté ;ria na CCJ. O parecer do deputado, que é advogado, é favorável à volta da obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Ele afirma que a proposta não ataca cláusula constitucional, argumento levantado pela maioria dos ministros do Supremo para derrubar a exigência do diploma.

O parecer deveria ter sido apreciado pelo colegiado na quarta-feira (14). Contudo, um pedido de vista adiou a análise da proposta.
O autor da proposta está esperançoso quanto à sua aprovação: “As mídias sociais, os estudantes de Jornalismo, os sindicatos… todos começaram a cobrar, pela internet, para que os deputados assinassem a PEC”, afirma Paulo Pimenta. De acordo com o congressista, milhares de e-mails já chegaram à sua caixa de mensagens solicitando a aprovação da PEC.

O deputado gaúcho, que é jornalista por formação, critica a falta de cobertura jornalística em relação à proposta. “Chega a ser ridículo o silêncio da imprensa (grande mídia) em relação à sua própria atividade”, declara.
Para ele, a linha editorial adotada por alguns veículos é de “evitar o debate”. “É como se o assunto não existisse”, avalia. O parlamentar gaúcho demonstra ironia em relação ao assunto: “É capaz de a PEC ser aprovada sem ser noticiada”.

Na visão do presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo de Andrade, há um “sentido claro e proposital de omitir o debate” sobre a volta da exigência do diploma de jornalista. “Eles procuram tirar esse assunto da discussão pública.”
Sérgio Murillo também destaca a importância do papel da internet nesse caso. “Os tempos mudam. As tecnologias têm cada vez mais influência na vida social. É raro ver um parlamentar que não tenha site”, afirma. No entanto, ele ressalta que seria exagero atribuir exclusivamente à internet a pressão para que a matéria seja aprovada.

Conforme explica, sindicatos de jornalistas de todo o país acompanham o presidente do STF, Gilmar Mendes, protestando contra a decisão da corte. Além disso, o presidente da Fenaj acrescenta que todos os membros da CCJ foram procurados por presidentes de sindicatos regionais.

Procurada pelo site, a assessoria da Associação Nacional de Jornais (ANJ) afirmou que a entidade considera o assunto encerrado após a decisão do STF. Leia mais no site Congresso em Foco.
*Fonte: Congresso em Foco

PEC do diploma: para deputados, web pode colaborar para aprovação

Da Redação do Comunique-se

Os deputados do PT Maurício Rands (PE) e Paulo Pimenta (RS) contaram que a pressão na internet está sendo fundamental para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 389/09, que restitui a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício profissional, possa ser promulgada, mudando a decisão do Superior Tribunal Federal (STF), que derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. O projeto será analisado nesta quarta-feira (21/10) pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

“É um exemplo da mobilização da população por meio de sites, blogs etc. Mas é importante que os interessados se mobilizem”, afirma Rands, relator da matéria na CCJ. O autor da proposta está otimista quanto à sua aprovação. “As mídias sociais, os estudantes de Jornalismo, os sindicatos… todos começaram a cobrar, pela internet, para que os deputados assinassem a PEC”, afirma Paulo Pimenta, dizendo que recebeu milhares de e-mails solicitando a aprovação da PEC.

Também formado em jornalismo, Pimenta, critica o pouco espaço que a mídia dá para o tema. “Chega a ser ridículo o silêncio da imprensa em relação à sua própria atividade”.

Com informações do Congresso em Foco.

Fotojornalista cria site que mostra colegas de profissão em coberturas

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

Fonte: Comunique-se

O jornalista André Dusek, fotográfo do jornal O Estado de S. Paulo em Brasília, lançou um site com fotos de colegas em ação, ofotocoleguinhas.com, que, como ele diz, retrata “cenas de jornalismo explícito”. Na página, Dusek reúne imagens e histórias curiosas da atuação de companheiros de profissão.

O jornalista atua na área há mais de 30 anos. Há 10 anos realizou uma exposição com seu arquivo, mas a ideia de criar um site para reunir todo o material veio há um ano. “Faço uma coisa que muitos colegas fazem, de fotografar os jornalistas em ação, a diferença é que guardava todos esses arquivos”, conta Dusek, que tem o plano de lançar um livro com o material.

Além de 200 fotos, o jornalista incluiu no site quatro histórias curiosas, como a de Antônio Benedito de Moura, que trabalhou naFolha de S. PauloDiário da NoiteO Globo e fotografou o guerrilheiro Ernesto Che Guevara morto, além das histórias de Gervásio Baptista, que manteve um diálogo inusitado com Che Guevara, após a vitória da Revolução Cubana, em 1959, e retratou Assis Chateaubriand em uma situação incomum. Outra narrativa é a de Renato Pinheiro de Carvalho, trabalhando no Palácio do Catete, na noite do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas, que presenciou a cena após ser avisado da tragédia por um dos seguranças do presidente.

“Ao todo tenho quase mil fotos arquivadas, e entre 10 e 12 histórias prontas que irei colocar no site. Vou manter sempre atualizado”, diz o jornalista.

Diretor do Estadão explica furo que fez MEC adiar o Enem

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O diretor de conteúdo do jornal O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, explica como foi feita a denúncia que adiou a aplicação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O jornal foi procurado por um homem na tarde de ontem (30/09) que, ao telefone, disse ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Reunindo dados do exame, o Estadãoprocurou o Ministério da Educação que comprovou o vazamento da prova ao analisar elementos do exame.

Jornal se negou a comprar material
“A reportagem trouxe o assunto para a direção. Sempre fazemos isso nesses casos. Pensamos conjuntamente nos passos que íamos tomar, porque vimos que estávamos diante de um fato grave. Nos documentamos e fomos em busca do ministério”, contou Gandour.

O homem que procurou o jornal pretendia vender as provas para a redação em troca de R$ 500 mil. O Estadão se negou a comprar o exame, mas decidiu ir ao encontro do homem para fazer uma breve consulta no material. “Jamais compraríamos o material, desde o primeiro momento esclarecemos”, diz o diretor.

Duas pessoas compareceram ao encontro com as provas em mãos que disseram ter recebido na segunda-feira (28/09), de um funcionário do Inep, órgão do MEC responsável pelo Enem. Os dois afirmaram que o esquema de fraude tinha cinco pessoas.

A repórter do jornal, Renata Cafardo, que fez a matéria ao lado de Sérgio Pompeu, escreveu em seu blog no Estadão. “Eu pedi para ver a prova e eles a colocaram, sem cerimônias, na mesa do café. Estavam lá os logotipos do governo federal, das empresas contratas para organizar a prova, do Inep. Ao folhear a prova, não acreditava no que via. (…) Tratei de decorar o máximo de questões possíveis”.

Renata disse que a intenção dos homens era apenas o dinheiro. “Queriam dinheiro e deixavam claro isso. Pediram R$ 500 mil e tinham a convicção de que fariam o negócio com algum veículo de imprensa. Deixamos claro que o Estado repudiava esse tipo de comportamento, que aceitaríamos denunciar o vazamento desde que não pagássemos por isso”, escreveu.

A repórter também informou em sua página que pouco antes da ligação do homem que pretendia vender as provas, recebeu um recado de uma outra pessoa interessada em vender o gabarito do exame.

Apuração e provas
Consultando alguns trechos do material, o jornal decidiu procurar o ministro da Educação, Fernando Haddad, e repassar alguns elementos do conteúdo do exame. Com a ajuda de técnicos do Inep, o ministro confirmou o vazamento da prova.

Com o adiamento do exame, a nova prova será aplicada em 45 dias, com um prejuízo que pode chegar a R$ 34 milhões para o ministério. O caso será investigado pela Polícia Federal, que abrirá inquérito por ordem do ministro da Justiça, Tarso Genro.

Furo e censura
O caso repercutiu em toda a imprensa brasileira. Para Gandour, o furo é ainda mais importante nesse momento em que o veículo passa por uma censura, pela qual o jornal é proibido de publicar informações sobre a operação Boi Barrica, que envolve o nome do filho de José Sarney, presidente do Senado.

“Nessa hora o sentido mais importante é ressaltar o valor da imprensa para a sociedade, porque a imprensa não busca o poder, mas a verdade. Num momento em que nós estamos censurados, um episódio como esse resgata a imprensa como um canal e patrimônio da sociedade”, declarou.

Participantes de audiência pública no Senado defendem exigência do diploma

Da Redação do Comunique-se

A audiência pública realizada pelo Senado na manhã desta quinta-feira (01/10) terminou em consenso. Todos os convidados presentes defenderam a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. Apesar de terem sido convidados, representantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e da Associação Nacional de Jornais não compareceram.

“Seria boa a presença das entidades empresariais, porque se estabeleceria o contraditório. Foi ruim para eles. Dá margem a pensar que não vieram porque não têm muitos argumentos para apresentar”, afirmou o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da Proposta de Emenda à Constituição que restitui a obrigatoriedade do diploma.

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, disse estar confiante da reversão da decisão do Supremo Tribunal Federal, que, em sua opinião, “está tornando degradante a condição do jornalista”.

Também defenderam o diploma o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Raimundo Cezar Britto Aragão; o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo(SBPJor), Carlos Franciscato; e o presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Spenthof.

“Se para o STF o jornalista é apenas aquele que expressa sua opinião, quem informará o cidadão de forma isenta de opinião?”, questionou Spenthof.

A audiência foi realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, onde a proposta está sendo analisada. “Já fizemos a audiência, demos espaço para todos os seguimentos se manifestarem. Agora, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) vai preparar o seu relatório com base nos depoimentos que ouviu”, informou Valadares, frisando que o relatório será apresentado “o mais rápido possível”.

Com informações da Agência Senado.