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Archive for outubro, 2009
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| Os deputados do PT Maurício Rands (PE) e Paulo Pimenta (RS) contaram que a pressão na internet está sendo fundamental para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 389/09, que restitui a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício profissional, possa ser promulgada, mudando a decisão do Superior Tribunal Federal (STF), que derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. O projeto será analisado nesta quarta-feira (21/10) pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.
“É um exemplo da mobilização da população por meio de sites, blogs etc. Mas é importante que os interessados se mobilizem”, afirma Rands, relator da matéria na CCJ. O autor da proposta está otimista quanto à sua aprovação. “As mídias sociais, os estudantes de Jornalismo, os sindicatos… todos começaram a cobrar, pela internet, para que os deputados assinassem a PEC”, afirma Paulo Pimenta, dizendo que recebeu milhares de e-mails solicitando a aprovação da PEC. Também formado em jornalismo, Pimenta, critica o pouco espaço que a mídia dá para o tema. “Chega a ser ridículo o silêncio da imprensa em relação à sua própria atividade”. Com informações do Congresso em Foco. |
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Izabela Vasconcelos, de São Paulo Fonte: Comunique-se
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O jornalista atua na área há mais de 30 anos. Há 10 anos realizou uma exposição com seu arquivo, mas a ideia de criar um site para reunir todo o material veio há um ano. “Faço uma coisa que muitos colegas fazem, de fotografar os jornalistas em ação, a diferença é que guardava todos esses arquivos”, conta Dusek, que tem o plano de lançar um livro com o material. Além de 200 fotos, o jornalista incluiu no site quatro histórias curiosas, como a de Antônio Benedito de Moura, que trabalhou naFolha de S. Paulo, Diário da Noite e O Globo e fotografou o guerrilheiro Ernesto Che Guevara morto, além das histórias de Gervásio Baptista, que manteve um diálogo inusitado com Che Guevara, após a vitória da Revolução Cubana, em 1959, e retratou Assis Chateaubriand em uma situação incomum. Outra narrativa é a de Renato Pinheiro de Carvalho, trabalhando no Palácio do Catete, na noite do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas, que presenciou a cena após ser avisado da tragédia por um dos seguranças do presidente. “Ao todo tenho quase mil fotos arquivadas, e entre 10 e 12 histórias prontas que irei colocar no site. Vou manter sempre atualizado”, diz o jornalista. |
| O diretor de conteúdo do jornal O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, explica como foi feita a denúncia que adiou a aplicação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O jornal foi procurado por um homem na tarde de ontem (30/09) que, ao telefone, disse ter as duas provas que seriam aplicadas no sábado e no domingo. Reunindo dados do exame, o Estadãoprocurou o Ministério da Educação que comprovou o vazamento da prova ao analisar elementos do exame.
Jornal se negou a comprar material O homem que procurou o jornal pretendia vender as provas para a redação em troca de R$ 500 mil. O Estadão se negou a comprar o exame, mas decidiu ir ao encontro do homem para fazer uma breve consulta no material. “Jamais compraríamos o material, desde o primeiro momento esclarecemos”, diz o diretor. Duas pessoas compareceram ao encontro com as provas em mãos que disseram ter recebido na segunda-feira (28/09), de um funcionário do Inep, órgão do MEC responsável pelo Enem. Os dois afirmaram que o esquema de fraude tinha cinco pessoas. A repórter do jornal, Renata Cafardo, que fez a matéria ao lado de Sérgio Pompeu, escreveu em seu blog no Estadão. “Eu pedi para ver a prova e eles a colocaram, sem cerimônias, na mesa do café. Estavam lá os logotipos do governo federal, das empresas contratas para organizar a prova, do Inep. Ao folhear a prova, não acreditava no que via. (…) Tratei de decorar o máximo de questões possíveis”. Renata disse que a intenção dos homens era apenas o dinheiro. “Queriam dinheiro e deixavam claro isso. Pediram R$ 500 mil e tinham a convicção de que fariam o negócio com algum veículo de imprensa. Deixamos claro que o Estado repudiava esse tipo de comportamento, que aceitaríamos denunciar o vazamento desde que não pagássemos por isso”, escreveu. A repórter também informou em sua página que pouco antes da ligação do homem que pretendia vender as provas, recebeu um recado de uma outra pessoa interessada em vender o gabarito do exame. Apuração e provas Com o adiamento do exame, a nova prova será aplicada em 45 dias, com um prejuízo que pode chegar a R$ 34 milhões para o ministério. O caso será investigado pela Polícia Federal, que abrirá inquérito por ordem do ministro da Justiça, Tarso Genro. Furo e censura “Nessa hora o sentido mais importante é ressaltar o valor da imprensa para a sociedade, porque a imprensa não busca o poder, mas a verdade. Num momento em que nós estamos censurados, um episódio como esse resgata a imprensa como um canal e patrimônio da sociedade”, declarou. |
| A audiência pública realizada pelo Senado na manhã desta quinta-feira (01/10) terminou em consenso. Todos os convidados presentes defenderam a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. Apesar de terem sido convidados, representantes da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e da Associação Nacional de Jornais não compareceram.
“Seria boa a presença das entidades empresariais, porque se estabeleceria o contraditório. Foi ruim para eles. Dá margem a pensar que não vieram porque não têm muitos argumentos para apresentar”, afirmou o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da Proposta de Emenda à Constituição que restitui a obrigatoriedade do diploma. O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, disse estar confiante da reversão da decisão do Supremo Tribunal Federal, que, em sua opinião, “está tornando degradante a condição do jornalista”. Também defenderam o diploma o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Raimundo Cezar Britto Aragão; o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo(SBPJor), Carlos Franciscato; e o presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Spenthof. “Se para o STF o jornalista é apenas aquele que expressa sua opinião, quem informará o cidadão de forma isenta de opinião?”, questionou Spenthof. A audiência foi realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, onde a proposta está sendo analisada. “Já fizemos a audiência, demos espaço para todos os seguimentos se manifestarem. Agora, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) vai preparar o seu relatório com base nos depoimentos que ouviu”, informou Valadares, frisando que o relatório será apresentado “o mais rápido possível”. Com informações da Agência Senado. |
