AESO - Faculdades Integradas Barros Melo

Faça planilhas e troque as dívidas



Apesar de elevadas, é possível amenizar o impacto das taxas de juros no orçamento familiar. Os analistas argumentam que trocar dívidas mais caras por mais baratas pode ser o primeiro passo para a reeducação e organização financeira. Como exemplo, está sair do cheque especial e lançar mão do crédito pessoal, normalmente com percentuais entre 4% e 4,5%, contra 8% ou 9% do cheque especial. “A pessoa também deve pesquisar os percentuais dos empréstimos. Muitas vezes o consumidor tem uma conta bancária para recebimento do salário e que oferta taxas mais em conta para o desconto direto no pagamento. Essa possibilidade elimina o risco de inadimplência e reduz os juros”, diz o coordenador do curso de administração da Aeso, Luiz Guimarães, que possui mestrado em finanças pessoais. A Aeso vai, inclusive, realizar na quinta e sexta-feira desta semana um curso gratuito de finanças pessoais. O crédito consignado é, sem dúvida, um dos menos caros existentes no mercado financeiro por conta da impossibilidade de inadimplência. Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Contabilidade e Administração (Anefac), Miguel Oliveira, essa troca do cheque especial pelo crédito pessoal deve ser feita quando o consumidor perceber que vai demorar até sair do “vermelho”. “O cheque especial é para emergências. É um crédito de curta utilização. Ele não é renda. Se vai demorar a sair, é melhor trocar a dívida. E isso banco nenhum vai ofertar. É a pessoa que deve ficar atenta”. Outra dica conhecida, mas pouco usada, é a utilização de planilhas com o orçamento familiar. “As pessoas têm o costume de gastar e depois calcular se a despesa cabe no orçamento. O correto é definir o custo fixo e só depois gastar com o supérfluo, se for o caso”, completa Guimarães. Já com relação às compras financiadas, o ideal é reduzir o máximo o número de parcelas. Os juros estarão sempre embutidos quando a compra não é à vista. É o que faz o empresário Mário dos Anjos. “Procuro sempre comprar à vista. Já usei eventualmente o cheque especial, mas procuro evitar. O crédito pessoal termina sendo uma armadilha quando a gente não se controla”, diz ele. O comerciante Edilson Manoel da Silva é outro que procura não parcelar as compras. “Tenho um cartão de crédito de uma loja, mas procuro parcelar em, no máximo, três vezes”, diz ele. A operadora de telemarketing Cristiane de Andrade argumenta que sempre compara as taxas de juros dos cartões em aberto e prioriza o pagamento dos que cobram percentuais mais elevados. “Faço essa comparação”, diz ela. Para evitar o sufoco no orçamento, é importante observar se as compras parceladas estão excedendo o limite ideal indicado. A orientação é para limitar em 25% o valor da renda com essas despesas. Essa margem deve ter a soma de todas as aquisições parceladas. Os 75% restantes são para despesas como aluguel, alimentação e demais gastos que normalmente independem da oscilação de consumo.

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