"Mercado está em crescimento"



A experiência de Edison de Queiroz é ampla na área das telecomunicações. Engenheiro aposentado, dedica-se ao ensino na Aeso e na Unibratec. "Na sala de aula, vive-se oportunidades únicas", afimou. Ali, ele procura mostrar um pouco do que viveu como engenheiro. Na Pontifícia Universidade Católica Rio de Janeiro (PUC-RJ), fez a graduação em engenharia elétrica, com especialidade em eletrônica e telecomunicações, e o mestrado em ciências em engenharia elétrica. A partir daí, dedicou-se ao trabalho. Anos depois, voltou à sala de aula. Desta vez para o doutorado na Universidade de Campinas (Unicamp). Os estudos, admite, veio realizar a curiosidade do tempo em que era criança. "Ficava fascinado de comunicar à distância e controlar aeromodelos", confessou. Deu-lhe também oportunidade de trabalhar em diversos recantos do país e em grandes empresas, como a Telepar e a Copel, no Paraná, e a Chesf, no Recife. O conhecimento abriu ainda as portas para trabalhar na Embratel, atuando no Rio de Janeiro, Pernambuco e Paraná.E o fez ocupar cargos de gerência. Hoje, aos 60 anos, Edison não só compartilha como vive o conceito de continuos learning. "Quem deseja enveredar pelo campo das telecomunicações deve saber que a gente não pára nunca de estudar. Se parar, fica desatualizado", disse. Abaixo a entrevista concedida ao Guia de Profissões. (Jailson da Paz) Em que áreas o profissional de telecomunicações pode atuar? Pode trabalhar em empresas prestadores de serviços de telecomunicações , a exemplo da Embratel, Telemar, Tim, Oi, bem como empresas usuárias destes serviços, como a Chesg, Petrobrás, bancos, comércio, atacadistas, redes varejistas, indústrias em geral. Pode também trabalhar em emissoras de rádio e televisão, principalmente com o surgimento do HDTV. O mercado é promissor no estado? O mercado de Pernambuco está experimentando uma explosão de crescimento com a chegada de inúmeras indústrias. Este crescimento trará, no curto prazo, um ou dois anos, uma demanda de profissionais de todas as áreas, incluindo telecomunicações. A chegada de novas tecnologias (G3, HDTV, Wimax) também deve provocar um aumento de demanda por profissionais capacitados. Existe algum nicho não explorado? O surgimento de emissoras de rádio e televisão independentes, de abrangência local, vejo como um caminho consistente e sem volta. São uma alternativa às emissoras tradicionais, principalmente com a chegada da fibra óptica nas residências, o que é outra tendência irreversível. As residências poderão ouvir estações de rádio e ver programas de televisão via acesso internet. Portanto, acesso a internet em velocidade de 30 a 100MBPS. Esses segmentos são um mercado a serem explorados. Quem são os principais empregadores? As empresas prestadoras de serviços de telecomunicações e as empresas consumidoras destes serviços, desde que tenham um porte de médio a grande. Emissoras de TV também precisarão de profissionais nesta área. É importante fazer pós-graduação? Hoje existe o conceito de continuos learning, ou seja, a gente não pára nunca de estudar, portanto investir em cursos de extensão, pós-graduação, entre outros, sempre será útil. Esse investimento se traduz em bons salários? Bom salário é um conceito que varia de pessoa para pessoa. Depende do que cada indivíduo considera o que é sucesso. Como profissional de telecomunicações, sempre considerei que o salário me proprocionouuma vida confortável para toda a família. Para mim, isso é ter sucesso. Qual a remuneração média? Um estagiário nesta área (tecnólogo) está recebendo cerca de R$ 800. Um profissional em início de carreira está na faixa de R$ 1,5 mil, podendo alcançar R$ 6 mil. Se enveredar para cargos gerenciais, o que é comum acontecer, os salários podem ultrapassar os R$ 15 mil. Basta dar uma olhada nos sites de emprego, na internet.

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