Salário e vontade de fazer justiça



São esses os principais motivos que têm levado jovens a optarem pelo curso de direito. Mas é preciso muita dedicação porque a profissão é bastante concorrida O curso de direito é um dos mais cobiçados do Brasil. Para se ter idéia, segundo o Censo da Educação Superior 2006, do Inep, 12,60% dos universitários do país fazem a graduação. Mas, toda essa procura se explica pelos altos salários de cargos como o de juiz e promotor ou porque a juventude tem mais vocação para essa área e quer mudar a realidade social? Independente da resposta, saiba que para fazer direito é preciso ter afinidade com a área. O aluno deve gostar de ler e escrever, se interessar por temas da área jurídica e ter em mente os ideais de justiça e democracia. Se não tiver essas características, talvez acabe por não se interessar pela graduação e pelas profissões da área jurídica. O curso de direito tem duração de cinco anos e, em Pernambuco, são 28 instituições que o oferecem (veja o quadro). Entre elas, está a Universidade Federal de Pernambuco com 200 vagas disponíveis, ficando direito como o segundo curso mais concorrido do vestibular 2009 da Covest, sendo 19,5 pessoas para uma vaga. Quem está nessa briga é o estudante Guilherme Figueiredo, 18 anos, que optou por direito, acreditando que muitas profissões dessa área podem intervir na realidade social. "A impunidade ainda é muito grande no país, acho que com direito poderia concretizar os meus ideais, tornando o país mais justo", comenta. Apesar do resultado da primeira etapa da seleção ainda não ter saído, o estudante já se prepara para a segunda fase, estudando as disciplinas específicas do grupo 2: português, história, geografia e redação. Outro fera que vai tentar o vestibular para direito é Juliana Azoubel, 17 anos, que em 2009 concluirá o ensino médio. Mesmo antes do 3º ano chegar, ela já está decidida sobre sua escolha. E para isso, a garota pesquisou bastante sobre o assunto: conversou com pessoas que faziam direito, buscou informações na internet e até deu uma olhada nos livros indicados para leitura dos universitários. "Depois que comecei a pesquisar, fui gostando. Hoje, só me vejo fazendo direito. Fiquei querendo saber como era o curso, porque muita gente tem uma idéia e, de repente, quando chega na universidade encontra algo bem diferente. O gostar de uma área é bem diferente de exercer a profissão, precisamos saber essa diferença".

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