AESO-Barros Melo/Divulgação

100 anos de cinema de animação são celebrados na AESO-Barros Melo


Cinema e Audiovisual
outubro. 06, 2017

Mesa de debate discute sobre o futuro do segmento e mercado de trabalho

Em outubro de 1892 foi exibida a primeira projeção animada no mundo. Anos mais tarde, em 1917, o Brasil começava a surfar nessa onda com o curta “O Kaiser”, de Álvaro Martins. De lá para cá, a animação brasileira passou pelo lançamento do primeiro longa-metragem animado, no início dos anos 1950, a realização do primeiro festival de cinema de animação, em 1965, o crescimento do mercado nos anos 1980 com os personagens da Turma da Mônica saindo dos gibis para as telas e, nos anos 1990, personagens do real e do animado se misturavam nas telas de TV, como o divertido e educativo ratinho do Castelo Rá-Tim-Bum. Ainda nos anos 1990 surge o Festival Anima Mundi que consolida um mercado reconhecido mundialmente, tendo o Brasil levado o Oscar em 2016 com “O Menino e o mundo”, de Alê Abreu.

Neste contexto, a AESO-Barros Melo entra no clima de celebração dos 100 anos do cinema de animação brasileiro comemorados em outubro. No dia 16 deste mês, às 11h, a instituição promove debate sobre o futuro do Cinema de Animação no Brasil e os desafios do mercado de trabalho. Participam da mesa Tiago Delácio, presidente da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA), o jornalista e cineasta, Ulisses Brandão, e o criador do Mundo Bita e Sócio da Mr. Plot, Chaps Melo. O debate vai ser mediado por Marcos Buccini, professor, doutor em Comunicação e animador. Para participar é preciso realizar a inscrição online.

“Sendo um mercado em ascendente evolução técnica e financeira, aquele que trabalha com animação acaba abarcando os segmentos cinematográfico, publicitário, ou de jogos e TV. Dentro da história da animação no Brasil, comemorar os 100 anos, reforça que crescemos – ao contrário de muitos países - neste campo. Desde o lançamento da primeira animação por aqui, já realizamos mais de 30 longas-metragens de animação, sendo mais da metade deles na última década”, explica Luiz Joaquim, coordenador do curso de Cinema e Audiovisual da AESO-Barros Melo, cineasta e jornalista. 

O Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) é um exemplo dos incentivos que surgiram para abastecer, movimentar e financiar este mercado em crescimento. Destinado ao desenvolvimento articulado de toda a cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil, foi criado pela Lei nº 11.437, de 28 de dezembro de 2006, e regulamentado pelo Decreto nº 6.299, de 12 de dezembro de 2007. Mesma época em que dados da ABCA apontavam uma produção mais de 70% maior em relação há 10 anos antes. O objetivo do evento na AESO, gratuito e aberto ao público, é aproximar e atualizar o público interessado sobre o mercado e as técnicas hoje utilizadas na produção de filmes animados. 

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