AESO - Faculdades Integradas Barros Melo




Cássio chegou a escrever 24 matérias em um dia

Cássio Zírpoli e o sonho (realizado) de cobrir a Copa do Mundo


Jornalismo
junho. 25, 2018

Jornalista, formado pela AESO-Barros Melo, conta sobre a experiência como imprensa no Mundial

Cobrir uma Copa do Mundo é o sonho da maioria dos jornalistas que escolhe esportes como a editoria para construir carreira. Formado pela AESO-Barros Melo, Cássio Zírpoli foi um dos que realizou esse desejo. E o melhor: no próprio país. À época contrato pelo Diario de Pernambuco, o profissional cobriu o torneio mundial de 2014, acompanhando os principais lances que rolavam dentro de campo e noticiando a respeito de seis jogos no Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro), um na Arena Pernambuco (Pernambuco) e um na Arena Castelão (Fortaleza-CE). A experiência, de acordo com ele, foi uma das mais especiais da vida.

“A Copa do Mundo é o maior torneio de futebol. E o braço organizacional da Fifa é muito competente, então, a estrutura dentro do evento é algo fantástico. Fazer parte disso, ver grandes jogadores dando atenção durante entrevistas coletivas e zonas mistas é incrível. Você não acredita que está vivenciando essa realidade”, comenta ele, que viu o jogador Leonel  Messi de perto em um desses momentos. Mas, a cobertura da Copa não é feita só de encantamento. “A carga de trabalho é muito grande. Durante a final, junto com um parceiro de bancada, escrevi 24 matérias em um só dia. É muito desgastante. Porém, quando é o que você gosta, vale a pena. Faz parte da sua vida”, completa.

Antes de chegar ao topo do que o trabalho pôde proporcionar, Cássio se aventurou por outros assuntos. O jornalista fez parte da equipe do caderno Vida Urbana, do Diario de Pernambuco, escrevendo sobre episódios de polícia.  Por sorte (e dedicação), o esporte não demorou a fazer parte da rotina profissional. Ele conta que sempre quis fazer jornalismo esportivo.  “Quando era pequeno, lia o caderno de esportes, ouvia resenhas. Sempre me interessei pela área. Muito mais por futebol, mas também por outras modalidades. Curtia muito as Olimpíadas. Essa escolha, então, foi muito natural”, conta ele, que fez parte do quadro de contratos do Diario por 14 anos.

Atualmente, Cássio mantém o blog que o fez despontar como repórter esportivo, cassiozirpoli.com.br, com notícias atualizadas sobre o meio. Ele também integra a equipe do Podcast 45, que está no ar há quatro anos e, hoje, tem uma gama grande de ouvintes. Durante a Copa do Mundo da Rússia, os programas são diários. À parte do evento, duas ou três vezes por semana, ele e outros amigos produzem conteúdo para ser disponibilizado online.

O profissional revela que, ao contrário do que muitos pensam, trabalhar com a resenha esportiva não é só diversão. “O jornalismo esportivo segue a mesma lógica de qualquer outra editoria, como economia ou política. Talvez a cobrança seja menor, porque o que você escreve não está mudando o país. Mas, ao mesmo tempo, está mexendo com o amor de muita gente, com as torcidas. Então a responsabilidade é tão grande quanto”, considera.

Para quem está começando na área, e gostaria de entrar no ramo, ele tem algumas observações. “O repórter tem que apurar o máximo possível. Ter todas as informações para tratar a realidade da forma mais próxima do que aquilo que você imagina que seja. Também é essencial dar espaço aos dois lados da história que você vai contar”. E termina:  “uma coisa é acompanhar um jogo na arquibancada, como torcedor. Outra, bem diferente, é assistir dentro da cabine de imprensa. É possível identificar a disparidade logo nas primeiras coberturas. Na área de imprensa, você está escrevendo, recebendo ordens, tem demanda, prazo de entrega. Não ficamos torcendo. Nossa concentração é outra”.

E, para quem ficou com a sensação que o jornalista já havia realizado todas as experiências desejadas, aí vai um recado: Cássio ainda tem o sonho de cobrir uma Olimpíada e outra Copa do Mundo. Vamos aguardar.

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