AESO - Faculdades Integradas Barros Melo

Desarmamento


Institucional
maio. 30, 2005

Deputado Raul Jungmann - coordenador do Comitê Nacional Pró-desarmamento e integrante da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado - debateu sobre a proposta de emenda à constituição e o referendo que combate a compra e venda de armas pela população no país. A palestra aconteceu no Cineteatro da faculdade, na manhã desta segunda (30). O Estúdio de Rádio fez a transmissão do evento em tempo real pelo site da instituição. A abertura do evento foi feita pelo coordenador do curso de Direito da faculdade, José Durval. Ao falar sobre o tema, o professor afirmou que o tema é de interesse geral. “Espero que a oportunidade faça com que sejam criadas convicções sobre o assunto, que é de relevância para todos como cidadãos”. Raul Jungmann começou a sua palestra falando sobre o referendo pupular que acontecerá em outubro próximo. “Nós nunca tivemos uma consulta tão popular como esta. Essa é a mais democrática de todas as questões do Brasil, já que trata de um problema que atinge toda a sociedade, independente da classe social”, diz o deputado. Segundo o deputado, nós estamos vivendo na sociedade do medo. “O empresário Antônio Ermínio de Moraes certamente não sofre de todos os problemas que um brasileiro comum enfrenta. Mas uma coisa é certa: a questão a violência o atinge também”. No Brasil morre-se mais por arma de fogo que por acidente de carro. Mais de 100 pessoas morrem diariamente. Na faixa de 17 a 24 anos morre-se mais por homicídio que por morte natural. Somos os campeões mundiais, segundo a ONU. Já os dados da Unesco afirmam que somos o segundo. “Vendo esses números, o que mais impressiona é saber que Pernambuco é o campeão nacional e a nossa capital está em primeiro lugar também no número de mortes”, critica Jungmann. De acordo com o deputado, será muito mais difícil conseguir uma arma. “Agora é necessário obter a autorização da Polícia Federal. O porte será sempre temporário e só será permitido num espaço territorial restrito. Além disso, a pessoa tem que comprovar a necessidade de ser ter uma arma, tem que ter ficha policial limpa, sem processo em andamento, apresentar condições psicológicas e fazer um treinamento”, explica. Existem 18 a 20 milhões de armas sem registro ou nas mãos do crime. Para controlar essa situação, foi criado o Sistema Nacional de Armas (Sinarm), vinculado ao Ministério da Justiça. “A arma é um risco. Muitas pensam que é fácil manipular, mas quem reage morre. Quem usa arma de fogo tem mais chance de morrer nunca situação de risco”, alerta Jungmann. “Nós vivemos uma situação de medo. Precisamos nos organizar para trazer de volta a cultura da paz, a tranqüilidade. Senão, qual seria a saída? Viver em um mundo onde a desconfiança suplanta a fraternidade? Qual o futuro dessa sociedade? Todos armados e com medo um do outro?”. Com esses questionamentos o deputado finalizou a sua palestra, deixando um convite para que os presentes participem do referendo popular que acontecerá em outubro.

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